Estudo do Evangelho de João 7

Em João 7 continuamos na primeira parte do livro, que é a parte do livro dos sinais. Neste capítulo não temos nenhum sinal descrito e nenhuma declaração do tipo “Eu sou”. Isso não faz com que esse seja um capítulo sem ensinamentos, pelo contrário, podemos aprender muito com o que encontramos aqui:

  • A conversa de Jesus com seus irmãos (vs 1-9)
  • Jesus ensina no templo (10-29)
  • Os fariseus procuram prender Jesus (30-36)
  • Jesus anuncia a vinda do Espírito (37-40)
  • Nicodemos defende Jesus (41-53)

Sáo vários pontos para analisarmos, vou focar, como de costume, em alguns que chamam mais a atenção.

Aqueles que não creram

Neste ponto do evangelho de João, notamos que Jesus já era muito conhecido. Os fariseus estavam tentando prendê-lo, as pessoas falavam sobre Ele e muitos milagres já haviam acontecido.

Mesmo assim temos dois textos onde vemos que muitas pessoas não criam nele:

“Porque não há ninguém que procure ser conhecido que faça coisa alguma em oculto. Se fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo.”

João 7:4

“E havia grande murmuração entre a multidão a respeito dele. Diziam alguns: Ele é bom. E outros diziam: Não, antes engana o povo.”

João 7:12

Mesmo após ensinar muitas coisas, fazer muitos milagres e falar abertamente sobre quem Ele é, Jesus ainda encontrava muitas pessoas que não criam.

A mesma coisa acontece conosco. Muitas vezes convidamos, falamos das boas novas, oramos pelas pessoas, mas elas não aceitam o convite, não convertem seus corações. Já vi pessoas ficarem frustradas com isso, até mesmo desanimarem da caminhada.

Jesus passou pela mesma situação. Nem mesmo seus irmãos criam que Ele é o Cristo. Seus discípulos O abandonaram e Ele sabia que seria preso dentro em breve.

Infelizmente algumas pessoas não darão ouvidos à pregação. Por mais que lutemos, pormais que tentemos fazer com que elas compreendam, muitas vão preferir a porta larga.

Certamente este é um motivo de tristeza, mas não um motivo para desanimarmos. Devemos permanecer perseverantes, mesmo quando as pessoas não aceitam de coração aberto a pregação.

Devemos fazer a mesma coisa que Cristo fez: não desistir, perseverar orando, amando e cuidando das pessoas. Devemos continuar dando um bom testemunho e apresentar Cristo para as pessoas.

Outros textos sobre João 7

Aqui no blog já falamos muito sobre esse capítulo. Seguem alguns textos que, na minha opinião, você deveria ler:

Não deixe de meditar nestes assuntos, refletir sobre todo o capítulo, orar e, em caso de dúvidas, deixar o seu comentário!

3 comentários em “Estudo do Evangelho de João 7”

  1. Ola meu irmao,venhi aqui tirar uma duvida ou expor um pensamento,para ser um dicipulo de Jesus,e necessário pertencer a alguma denominação religiosa???no meu veu nao ,pois diz a palavra:onde estiver dois em meu nome ali eu tambem estarei.
    Paz e fique com Deus.

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    • Olá Odair, tudo bem?

      Essa é uma pergunta muito complicada e é difícil responder sem conhecer o caso. Por exemplo, existem guardas florestais na África que trabalham nos safaris e passam muitos meses sozinhos. Essas pessoas podem ser discípulos de Cristo? Eu creio que sim, não é obrigatório que eles frequentem assiduamente uma reunião da igreja.

      Agora, uma pessoa que pode fazê-lo e não o faz, precisa autoavaliar a intenção do coração e os motivos pelos quais não faz parte de uma comunidade de fé. Vale lembrar o que está escrito em Hebreus 10:24-25:

      “E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns; antes, admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia.” (Hebreus 10:24,25)

      Além disso, olhando para a vida de Jesus, dos apóstolos e da igreja primitiva, parece-me que Deus teve a intenção de que fôssemos uma família, que andássemos em união, compartilhando o pão. Vemos muito isso no livro de Atos.

      No fim, a resposta para a sua pergunta é: avalie seu coração e, juntamente com o Espírito Santo, decida se você deve ou não participar de uma comunidade de fé.

      Paz.

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