Compreender o que o Espírito está fazendo

“Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou. Disseram-lhe, pois: Que sinal, pois, fazes tu, para que o vejamos, e creiamos em ti? Que operas tu? Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes a comer o pão do céu. Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu. Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão. E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede. Mas já vos disse que também vós me vistes, e contudo não credes.”

João 6:29-36

O ministério de Jesus foi cheio de pessoas que não compreenderam o que Ele estava fazendo e ensinando. No contexto dessa passagem, Jesus havia realizado a multiplicação de pães e peixes e alimentado uma grande multidão. Após isso ele caminha sobre o mar e chega, junto com os discípulos, à região de Cafarnaum. Então esse diálogo acontece.

Alguns pontos dessa passagem me chamam a atenção:

O pedido por um sinal

É interessante notar como a mesma multidão que havia sido alimentada com apenas 5 pães e dois peixes, que já havia visto outros sinais, pedia por um sinal que comprovassem que Jesus é o Cristo. Mais interessante ainda que usem uma referência sobre alimentação, que era o maná. Parece que, ou não haviam visto que eles tinham apenas 5 pães e dois peixes ou resolveram ignorar o fato.

O pão do céu

A multidão entendia que o maná era o pão do céu, Jesus diz que o Pai estava lhes dando naquele momento (note que a conjugação do verbo está no presente) o verdadeiro pão do céu. Cristo também diz que esse pão do céu, o verdadeiro, que estava sendo dado naquele momento, dava vida ao mundo!

O maná do deserto saciava por um dia. O povo de Israel nem poderia guardar de um dia para outro, pois o maná estragaria.

O verdadeiro pão do céu, dado apenas uma vez, daria vida a todo o mundo. O povo não entendeu a analogia e Cristo continuou explicando.

Senhor nos dá sempre desse pão

Preocupados apenas com o que é passageiro, querendo satisfazer suas próprias vidas, o povo pede então: “Senhor, dá-nos sempre desse pão!”. Talvez imaginando que Jesus estivesse lhes falando de um pão físico, é o que a multidão pede: um pão mágico que lhe daria vida de uma vez por todas.

Jesus estava falando de algo eterno, da vida verdadeira, livre de pecados, ao lado do Pai, por toda a eternidade. A multidão estava com o foco errado, sem entender o que Deus estava fazendo ali.

Eu sou o pão da vida

Jesus continua explicando, quem sabe tentando fazer com que as pessoas entendessem, dizendo que Ele mesmo era esse pão, que não se tratava de um alimento, mas de compreender o que Ele vinha fazendo e falando. Jesus estava tentando mostrar que era necessário que cressem nele e, com isso, receberiam essa vida, de maneira que não tivessem mais fome e sede.

Novamente, ao se referir sobre fome e sede, meu entendimento é que Jesus não estava falando sobre algo natural, mas estava usando uma analogia para explicar com elementos transitórios algo que era eterno.

Viram, mas não creram

Jesus finaliza essa parte da passagem dizendo: “vocês viram, mas não creram”.

Apesar de tentar continuar explicando que Ele mesmo era o pão do céu, os judeus duvidaram e não creram nele.

Todos estes pontos me falam sobre algo que acontece até hoje: muitas vezes o Espírito está nos movendo numa direção e não conseguimos compreender.

Por isso, o apelo hoje com essa reflexão é: para onde o Espírito tem movido a sua igreja local? O que o Espírito tem direcionado você a fazer? Você tem olhado para o eterno ou para o passageiro?

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