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Estudo de Êxodo 32

Resumo do estudo de Êxodo 32

Neste estudo de Êxodo 32 veremos toda a situação causada pelo pecado do povo quando passam a adorar um bezerro de ouro.

O capítulo apresenta os seguintes pontos:

  • O bezerro de ouro (1 a 10)
  • Moisés intercede pelo povo (11 a 14)
  • Moisés destrói o bezerro de ouro (15 a 24)
  • A morte dos idólatras (25 a 29)
  • Moisés intercede novamente (30 a 35)

Vamos explorar alguns deles em detalhes.

O bezerro de ouro

Neste capítulo começamos vendo a famosa passagem do Bezerro de Ouro:

“Mas, vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, ajuntou-se o povo a Arão e disseram-lhe: Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, a este homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu. E Arão lhes disse: Arrancai os pendentes de ouro que estão nas orelhas de vossas mulheres, e de vossos filhos, e de vossas filhas e trazei-mos. Então, todo o povo arrancou os pendentes de ouro que estavam nas suas orelhas, e os trouxeram a Arão, e ele os tomou das suas mãos, e formou o ouro com um buril, e fez dele um bezerro de fundição. Então, disseram: Estes são teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito.”

Êxodo 32:1-4

Como Moisés já estava há muitos dias no monte, o povo se cansa de esperar e decide que deveriam criar um deus para adorar, para que esse deus os guiasse.

Nesse momento, eles vão diretamente contra a ordem de Deus, para a qual eles responderam prontamente, pouco tempo antes. Vamos nos lembrar do que acontece em Êxodo 24:

“E tomou o livro do concerto e o leu aos ouvidos do povo, e eles disseram: Tudo o que o Senhor tem falado faremos e obedeceremos.”

Êxodo 24:7

Moisés havia lido a lei, mostrado para o povo, repetido e eles dizem que fariam exatamente como o Senhor havia mandado. Algumas semanas mais tarde, o mesmo povo pede que Arão, aquele que havia sido escolhido por Deus para ser o sumo sacerdote, fizesse um deus falso para eles adorarem.

Um dos pontos que vemos ao longo da Palavra, é a verdade de que nós, como povo de Deus, precisamos perseverar em obedecer ao Senhor. Jesus nos ensina isso várias vezes. O povo falhou rapidamente no mais básico do seu relacionamento com o Senhor: não ter nada acima de Deus.

Moisés intercede pelo povo

Deus então relata o desvio do povo para Moisés:

“Então, disse o Senhor a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir do Egito, se tem corrompido, e depressa se tem desviado do caminho que eu lhes tinha ordenado; fizeram para si um bezerro de fundição, e perante ele se inclinaram, e sacrificaram-lhe, e disseram: Estes são os teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito. Disse mais o Senhor a Moisés: Tenho visto a este povo, e eis que é povo obstinado. Agora, pois, deixa-me, que o meu furor se acenda contra eles, e os consuma; e eu farei de ti uma grande nação.”

Êxodo 32:7-10

A proposta de Deus era direta: se livrar daquele povo, de coração endurecido, obstinado e, a partir de Moisés, criar uma nova nação.

Moisés não aceita a proposta e pede que Deus tenha misericórdia do povo:

“Porém Moisés suplicou ao Senhor, seu Deus, e disse: Ó Senhor, por que se acende o teu furor contra o teu povo, que tu tiraste da terra do Egito com grande força e com forte mão? Por que hão de falar os egípcios, dizendo: Para mal os tirou, para matá-los nos montes e para destruí-los da face da terra? Torna-te da ira do teu furor e arrepende-te deste mal contra o teu povo. “

Êxodo 32:11-12

Ele apela para os fatos, lembrando que Deus tirou aquele povo do Egito e que proteger aquele povo resultaria na própria glória de Deus.

Note que, nesse momento, Deus já havia visto a situação de Israel, mas Moisés não. Moisés ainda estava com Deus no monte e não sabia detalhes do que estava acontecendo.

A destruição do Bezerro

Quando Moisés desce do monte e se depara com a deplorável situação do povo, ele começa a mudar de atitude:

“E aconteceu que, chegando ele ao arraial e vendo o bezerro e as danças, acendeu-se o furor de Moisés, e arremessou as tábuas das suas mãos, e quebrou-as ao pé do monte, e tomou o bezerro que tinham feito, e queimou-o no fogo, moendo-o até que se tornou em pó; e o espargiu sobre as águas e deu-o a beber aos filhos de Israel.”

Êxodo 32:19-20

Ele começa quebrando as tábuas que o próprio Deus havia escrito, provavelmente simbolizando que a aliança daquele povo com Deus havia sido desfeita, não da parte de Deus, mas da parte do povo, que não conseguiu obedecer ao primeiro mandamento.

Após isso, Moisés mesmo começa a castigar o povo.

Veja que, após 40 dias conversando com Deus, recebendo direções diretamente do Senhor, ele volta para um mundo caído, uma sociedade destruída pelo pecado.

Essa é nossa situação com o mundo: estamos no mundo, mas não somos daqui. Ao mesmo tempo que experimentamos a glória de Deus, a beleza da presença, também estamos no mundo, caído, sujo pelo pecado, destruído.

Quando Moisés vai falar com Arão, a conversa é, no mínimo, desastrosa:

“E Moisés disse a Arão: Que te tem feito este povo, que sobre ele trouxeste tamanho pecado? Então, disse Arão: Não se acenda a ira do meu senhor; tu sabes que este povo é inclinado ao mal; e eles me disseram: Faze-nos deuses que vão adiante de nós; porque não sabemos que sucedeu a este Moisés, a este homem que nos tirou da terra do Egito. Então, eu lhes disse: Quem tem ouro, arranque-o; e deram-mo, e lancei-o no fogo, e saiu este bezerro.”

Êxodo 32:21-24

Arão não consegue nem dar uma desculpa convincente. Ele, que era habilidoso com as palavras, parece que havia perdido toda sua habilidade e justifica dizendo que o povo era inclinado para o mal.

Vale notar que não temos um relato dele resistindo ao povo, ou pedindo que o povo pensasse melhor. Ele simplesmente aceita o pedido do povo e começa a fazer um deus falso.

A fala dele termina com “lancei-o no fogo, e saiu este bezerro”, como se ele mesmo não tivesse feito nada.

Em contraste, quando Moisés vai interceder pela primeira vez pelo povo, não tenta justificar o pecado do povo, apenas apela para a misericórdia de Deus.

Não adianta tentarmos justificar o nosso pecado, não adianta tentarmos fingir que o nosso pecado não foi um insulto para Deus, que é santo e perfeito. O pecado é uma afronta contra o Senhor, que nos livrou da morte. Tudo o que devemos fazer é nos arrepender verdadeiramente.

A morte dos idólatras

Apesar de ter intercedido pelo povo diante de Deus, Moisés ordena que os levitas matem aqueles que não se arrependeram:

“E, vendo Moisés que o povo estava despido, porque Arão o havia despido para vergonha entre os seus inimigos, pôs-se em pé Moisés na porta do arraial e disse: Quem é do Senhor, venha a mim. Então, se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi. E disse-lhes: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Cada um ponha a sua espada sobre a sua coxa; e passai e tornai pelo arraial de porta em porta, e mate cada um a seu irmão, e cada um a seu amigo, e cada um a seu próximo. E os filhos de Levi fizeram conforme a palavra de Moisés; e caíram do povo, aquele dia, uns três mil homens.”

Êxodo 32:25-28

Aqui na ARC temos a palavra “despido”, que pode também ser traduzida como “desenfrado”, ou “obstinado”, ou seja, um povo que não queria se arrepender, que queria continuar no pecado.

Aqui devemos nos lembrar que o salário do pecado é a morte. Não da forma como aconteceu aqui nesse episódio, mas de uma maneira que simplesmente nos impede de passar a eternidade com o Senhor.

Vídeo do estudo de Êxodo 32

Em breve.


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