Bíblia aberta em salmos

Estudo de Êxodo 33

Resumo do estudo de Êxodo 33

Neste estudo de Êxodo 33 vemos Deus falando com Moisés sobre a ida do povo para a terra prometida e como Moisés era uma pessoa próxima de Deus.

  • A ordem para irem para Canaã (1 a 6)
  • A tenda da congregação (7 a 11)
  • Moisés pede a presença de Deus (12 a 16)
  • Moisés pede para ver a glória de Deus (17 a 23)

Veremos alguns destes pontos com mais detalhes.

A ida para a terra prometida

O capítulo se inicia com Deus mandando o povo sair dali e ir para a terra prometida, garantindo que Ele mesmo tiraria os povos que habitavam lá:

“Disse mais o Senhor a Moisés: Vai, sobe daqui, tu e o povo que fizeste subir da terra do Egito, à terra que jurei a Abraão, a Isaque e a Jacó, dizendo: À tua semente a darei. E enviarei um Anjo adiante de ti (e lançarei fora os cananeus, e os amorreus, e os heteus, e os ferezeus, e os heveus, e os jebuseus)”

Êxodo 33:1-2

O anjo iria adiante deles, expulsando da terra prometida os poderosos habitantes que lá moravam. Eles não teriam que lutar na força do braço deles, mas o próprio Senhor resolveria a situação. Vemos isso se cumprindo ao longo da história do povo de Israel.

Além disso, Deus recorda a Moisés que isso era o cumprimento da promessa feita aos patriarcas, como vimos no estudo de Gênesis.

A presença de Deus

Nos versos seguintes, porém, Deus traz o resultado do pecado do povo, que vimos no capítulo anterior, no estudo de Êxodo 32:

“a uma terra que mana leite e mel; porque eu não subirei no meio de ti, porquanto és povo obstinado, para que te não consuma eu no caminho. E, ouvindo o povo esta má notícia, entristeceram-se, e nenhum deles pôs sobre si os seus atavios. “

Êxodo 33:3-4 – grifo do autor

Deus não iria com o povo, pois eram um povo obstinado, que não queria se desviar de seus maus caminhos. Caso Deus os acompanhasse, Sua santidade simplesmente consumiria todo o povo, que insistia no pecado.

Nos versos 5 e 6 vemos que Deus ordena que o povo tire os atavios que levavam, simbolizando, como alguns estudiosos indicam, a quebra do relacionamento entre o povo e o Senhor:

“Porquanto o Senhor tinha dito a Moisés: Dize aos filhos de Israel: Povo obstinado és; se um momento eu subir no meio de ti, te consumirei; porém agora tira de ti os teus atavios, para que eu saiba o que te hei de fazer. Então, os filhos de Israel se despojaram dos seus atavios, ao pé do monte Horebe.”

Êxodo 33:5-6

Aqui cabe pensar no que escrevey Matthew Henry:

“Aqueles a quem Deus perdoa devem saber o que seus pecados mereciam. ‘Deixe-os seguir em frente como estão;’ isso foi muito expressivo do descontentamento de Deus.”

Matthew Henry e Thomas Scott, Comentário conciso de Matthew Henry (Oak Harbor, WA: Logos Research Systems, 1997), Êx 33.1.

O perdão e a consequência do pecado são duas coisas totalmente diferentes. Somos perdoados de nossos pecados pois o sangue de Cristo pagou o preço, mas ainda precisamos enfrentar as consequências de nossos erros. Nesse caso, o provo deveria enfrentar a consequência da realidade de um relacionamento quebrado com Deus.

A tenda da congregação

Nesse ponto da narrativa, temos uma pausa breve para a explicação do que era a tenda da congregação:

“E tomou Moisés a tenda, e a estendeu para si fora do arraial, desviada longe do arraial, e chamou-lhe a tenda da congregação; e aconteceu que todo aquele que buscava o Senhor saía à tenda da congregação, que estava fora do arraial.

E falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala com o seu amigo; depois, tornava ao arraial; mas o moço Josué, filho de Num, seu servidor, nunca se apartava do meio da tenda.”

Êxodo 33:7,11

A tenda da congregação não era o tabernáculo. Nesse momento da história o tabernáculo ainda não havia sido construído e a tenda já existia. Além disso, a tenda ficava fora do arraial, enquanto o tabernáculo ficava junto do arraial. Eram estruturas diferentes.

Uma servia para o serviço do povo, a outra para que Moisés se encontrasse com Deus de uma maneira muito mais próxima.

A partir desse relacionamento incrivelmente amigável entre os dois, vemos a intercessão de Moisés em favor do povo:

“E Moisés disse ao Senhor: Eis que tu me dizes: Faze subir a este povo, porém não me fazes saber a quem hás de enviar comigo; e tu disseste: Conheço-te por teu nome; também achaste graça aos meus olhos. Agora, pois, se tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que agora me faças saber o teu caminho, e conhecer-te-ei, para que ache graça aos teus olhos; e atenta que esta nação é o teu povo. Disse, pois: Irá a minha presença contigo para te fazer descansar.”

Êxodo 33:12-14

Moisés não queria partir sem que a presença de Deus estivesse com o povo, mesmo com a advertência de Deus e a consequência do pecado deles.

Deus então se compadece de Moisés, não do povo, e afirma que faria esse caminho com eles.

Note que, ao que tudo indica, essa parte da história não aconteceu em momentos próximos. Alguns acreditam que entre os versos 7 a 11 e 12 a 14 podem ter se passado diversos meses.

Veja ainda que Moisés é muito sábio ao pedir a Deus a graça de os acompanhar na jornada. Primeiro porque sem a presença de Deus, a liderança do povo ficaria sob sua responsabilidade, o que claramente ele não seria capaz de fazer. Basta analisar toda a história de Moisés, como temos visto desde o começo deste estudo de Êxodo.

Segundo que, sem a presença de Deus, esse povo não seria diferente de nenhum outro povo que habitasse por ali. Todo o plano de Deus se baseava em que Ele tivesse um povo para ser dele. Se a presença de Deus não acompanhasse o povo, nada funcionaria como deveria.

A mesma coisa pode ser aplicada nas nossas vidas: se tentarmos fazer algo sem a presença de Deus, falharemos no principal. Podemos até ter sucesso em algum ponto ou outro da vida, mas fracassaremos no principal.

Nos encontramos com esse ponto também no famoso Salmo 51, de Davi, onde ele clama ao Senhor:

“Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo.”

Salmos 51:11

Não podemos negligenciar a presença de Deus, precisamos buscar, assim como Moisés buscou, ter cada dia mais intimidade com o Senhor.

A glória de Deus

Com isso em mente, faz todo o sentido o pedido de Moisés, para ter um nível de intimidade ainda maior com o Senhor:

“Então, ele disse: Rogo-te que me mostres a tua glória. Porém ele disse: Eu farei passar toda a minha bondade por diante de ti e apregoarei o nome do Senhor diante de ti; e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem me compadecer. E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá.”

Êxodo 33:18-20

Moisés pede para ver a glória do Senhor, algo que seria impossível. O Senhor, num ato incomparável de proximidade com o homem, permite que Moisés veja toda a Sua bondade.

Moisés não viu a face do Senhor, mas contemplou a bondade de Deus, como enxergando Deus de costas para ele.

Não encontramos mais detalhes dessa passagem na Palavra, mas vemos claramente como Moisés buscou e atingiu um nível de intimidade com o Senhor que não temos paralelos no antigo testamento.

O aprendizado aqui é simples: temos que buscar cada dia mais intimidade com Deus.

Ao mesmo tempo, temos que nos lembrar que não precisamos nos comparar com Moisés. Não precisamos ter a mesma forma de intimidade com Deus que Moisés teve. Cada um, de formas diferentes, vai experimentar da presença do Senhor. Não temos que criar uma régua de comparação levando em consideração a experiência de Moisés nem a experiência de outras pessoas.

Uns vão ter mais intimidade com a Palavra, outros vão ter mais intimidade em oração, outros ainda terão experiências milagrosas. Cada um com a porção que Deus distribuir, da forma que Ele mesmo entender ser a correta.

Vídeo do estudo de Êxodo 33

Em breve.


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