Estudo de Efésios – Capítulo 2

Neste capítulo 2, Paulo enfatiza como o corpo de Cristo é um só, independente de serem gentios ou Israelitas. Um capítulo que nos ensina sobre a unidade no corpo de Cristo.

Vemos os seguintes assuntos sendo abordados neste capítulo:

  • Deus nos vivificou (1 a 3)
  • Nos ressuscitou (4 a 7)
  • Salvos pela graça (8 a 10)
  • Os gentios se tornam família (11 a 13)
  • Somos uma família (14 a 22)

Vamos falar sobre alguns deles.

Deus nos vivificou

Este segundo capítulo começa falando ainda sobre o que Deus fez por nós, dizendo que ele nos vivificou:

“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que, noutro tempo, andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da desobediência; entre os quais todos nós também, antes, andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.”

Efésios 2:1-3

Este trecho da carta é uma continuação do término do capítulo 1. A ARC, tradução que uso mais costumeiramente, começa o parágrafo com o um “E”, denotando essa ligação de assuntos. Sempre vale lembrar que as epístolas não eram divididas em capítulos, essa divisão foi feita, posteriormente, pela igreja. Por isso, precisamos entender este início de capítulo como uma continuação do que estava sendo falado no capítulo 1.

Paulo termina o capítulo 1 falando sobre a importância da ressurreição de Cristo e como a igreja é o Seu corpo. Ele começa este capítulo 2 falando que nós, a igreja, estávamos mortos em ofensas e pecados, e que foi Cristo quem nos ressuscitou para uma nova vida. Andávamos conforme a cultura do mundo, debaixo da manipulação das trevas, foi necessário que Cristo nos fizesse nascer de novo, para que nos tornássemos igreja.

Paulo faz aqui uma diferença entre vós e nós, provavelmente deixando claro que tanto gentios quanto judeus estavam todos sob a mesma condenação do pecado. Isso é muito importante para entendermos que, diante de Deus, éramos todos pecadores, independente do que fizemos ou de onde viemos.

Nos ressuscitou

Paulo também lembra aos leitores que Deus “nos ressuscitou”, fazendo com que morrêssemos para o pecado e para nossa antiga vida, estando então prontos para uma nova vida com o Pai:

“e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.”

Efésios 2:6,7

O apóstolo também afirma que Deus “nos fez assentar nos lugares celestiais”, afirmando que não somos mais desse mundo, ainda estamos no mundo mas, “em Cristo”, estamos já na nossa pátria verdadeira.

O objetivo disso é para que, no futuro, fique evidente como a graça de Deus é maravilhosa, que nos tirou de uma vida de pecados, da morte, nos trouxe vida verdadeira e ainda nos coloca num lugar perfeito, uma pátria celestial.

Precisamos nos lembrar que a maior necessidade do ser humano é a nova vida em Deus. O mundo não percebe que está morto em pecados, debaixo do domínio e controle das trevas. Por isso é importante o nosso trabalho evangelístico, amando todas as pessoas, mostrando, em atitudes de amor, que existe uma nova vida. O mundo precisa da ressurreição de Cristo, é nosso trabalho levar esse amor para as pessoas.

Salvos pela graça

Vemos ainda que fomos salvos pela graça:

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus.
Não vem das obras, para que ninguém se glorie.”

Efésios 2:8,9

Como já passamos por esse assunto, vou focar aqui na declaração de Paulo. O que vem de Deus: a graça ou a fé? Isso não fica claro neste texto e é importante entendermos isso bem.

Olhando para outros trechos da Palavra, concluímos rapidamente que a graça não vem de nós, e dom de Deus. Vejamos, por exemplo, o que o próprio Paulo vai dizer um pouco mais para frente:

“Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo.” Efésios 4:7

Efésios 4:7

Existem vários outros textos que nos mostram que a graça não é algo nosso, mas sim de Deus.

Sobra então a questão: a fé é dom de Deus ou vem de nós? Para entender isso também precisamos nos apoiar em outros textos. Vejamos, por exemplo, o que está escrito mais para frente, em Efésios 6:

“Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.”

Efésios 6:16

O ato de “tomar o escudo da fé” é nosso. Ao mesmo tempo, a fé é algo dado por Deus a nós, caso contrário seria difícil entender este texto de Efésios 2:8.

Pensar que a fé é algo apenas do homem nos leva para o risco de acreditarmos que a nossa salvação partiu de uma atitude nossa, teoria claramente contradita na Palavra.

Dizer que a fé é algo apenas de Deus para nós, onde não precisamos fazer nada, também vai contra uma série sem fim de textos, inclusive contra a própria carta de Efésios (vide Ef 1:13).

Portando, dado que a palavra “isso” não concorda nem com “graça”, nem com “fé” no texto do verso 8, e ainda considerando vários outros textos da Palavra, o que me parece mais coerente é afirmar que a fé é algo de Deus para nós, e que nós, ao mesmo tempo, precisamos crer.

Paulo ainda afirma o seguinte:

“Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.”

Efésios 2:10

Temos um propósito: as boas obras. As obras não são o motivo ou o princípio das coisas, mas sim o fim, o objetivo. Não são as obras que nos levam à salvação, mas a salvação nos leva às obras. Essa é a vontade de Deus para nós: nos salvar de uma vida escravizada pelo pecado, nos dar uma nova identidade, uma nova pátria e nos usar para que as boas obras sejam realizadas.

Somos uma família

Ainda no capítulo 2, lemos:

“Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio, na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e, pela cruz, reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.”

Efésios 2:14-16

Judeus e gentios se tornam, em Cristo, um só povo. As diferenças culturais não importavam mais, os ritos não tinham mais valor, e todas as pessoas passaram a formar um só povo. O que era antes exclusividade de uma etnia, se abre para que os cristãos se tornem uma grande família. A separação havia acabado.

Para entender melhor este ponto acima, vale fazer o nosso estudo do evangelho de João e de Atos. Nele falamos um pouco mais sobre essa separação entre judeus e gentios.

A mesma coisa é válida até hoje: somos irmãos de todos os cristãos espalhados pelo mundo. Alguns com doutrinas diferentes das nossas, outros com crenças secundárias que não são as mesmas nossas, mas todos com a mesma crença fundamental.

As barreiras que foram derrubadas, unindo judeus e gentios, não podem ser levantadas novamente entre diferentes denominações. Não estou dizendo que precisamos aceitar heresias, só estou dizendo que não podemos criar barreiras entre irmãos em Cristo. O corpo de Cristo é maior do que uma doutrina secundária.

Desafios do capítulo

Para este capítulo, seu desafio é comentar o que mais lhe chamou a atenção neste capítulo e o porquê disso ter acontecido.

Paz.

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