Versículo

Quando os pais falam, os filhos obedecem

Bárbara Cunha
Escrito por Bárbara Cunha

“E desceu com eles para Nazaré; e era-lhes submisso. Sua mãe, porém, guardava todas estas coisas no coração.” (Lucas‬ ‭2:51‬)

Ao ler este versículo, só consegui pensar em uma coisa: quando os pais falam, os filhos obedecem. E, definitivamente, eu não faço isso, não como Ele deseja.

O contexto deste trecho se dá quando Jesus, aos 12 anos, vai comemorar a Páscoa em Jerusalém com os pais. Após a celebração, no meio do caminho de volta à Nazaré, José e Maria notam que o filho não estava junto. Ao retornarem, encontram Jesus no templo com os mestres, dão-lhe uma bronca, Jesus tenta explicar que ali era o lugar onde deveria estar, porém, como não o entenderam, Ele preferiu obedece-los ao invés de questiona-los.

Este texto sempre me chamou atenção para a obediência de Cristo, todavia, após alguns acontecimentos, o Espírito Santo me levou a refletir acerca do respeito e da honra de Jesus nesta ocasião.

Lucas é o único evangelho que cita a infância de Jesus desta maneira. E a mensagem que extraímos dela é a seguinte: enquanto Ele não se tornava totalmente independente como homem, de acordo o padrão daquela época, quem decidia sua vida eram seus pais.

Ou seja, ainda que discordasse do pedido de José e Maria, Ele não debateu, não argumentou, nem tentou mudar a opinião deles. Ao contrário, foi submisso e esperou o tempo certo para iniciar sua missão.

Com este exemplo, será que podemos afirmar que também agimos assim com nossos pais? Independente da nossa idade, condição financeira ou estado civil (solteiro, casado, separado, viúvo), será que entendemos (e praticamos) que a função dos filhos é serem submissos e a dos pais é exercerem autoridade, por mais que nos consideremos mais experientes ou sábios em determinadas áreas?

E os pais, será que compreendem que são exemplos a serem seguidos pelos filhos? Que devem guiar-lhes ao invés de pedir-lhes constantemente que os orientem?

Ah! Mas não pense que isto se aplica somente para a paternidade de sangue. Nossos líderes e/ou pastores são nossas autoridades espirituais e devemos esta mesma submissão a eles.

Só lembre-se que submissão não significa conivência ou omissão, mas sim honra e respeito.

Minha oração é que o Espírito Santo te mostre se há vestígios de insubmissão na sua vida e que Ele te conduza a um novo caminho de obediência, seguindo o exemplo de Cristo.

Sobre o autor

Bárbara Cunha

Bárbara Cunha

Paulista de 20 e alguns anos. Cristã convicta. Jornalista. Corintiana torcedora do Arsenal da Inglaterra. Apaixonada por filmes, séries e música.

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