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O anel do rei

Bárbara Cunha
Escrito por Bárbara Cunha

“Mardoqueu escreveu as cartas em nome do rei Assuero e, selando-as com anel do rei, enviou-as pela mão dos correios montados, que cavalgavam sobre ginetes que se usavam no serviço real e que eram da coudelaria do rei.” (Ester 8:10)

Você permite que outras pessoas falem em seu nome?

Certo, usarei um exemplo mais claro: você “empresta” seu nome para outras pessoas comprarem algo? Permite que seu nome seja usado por quem acabou de conhecer?

À vista disso, pense: se você fosse rei (rainha) de um território gigantesco, deixaria que outras pessoas falassem por você?

O rei Assuero permitiu. Ele mal conhecia Mardoqueu, mesmo assim, não hesitou em dar-lhe seu anel – que representava autoridade.

Há dois pontos que fizeram com que essa atitude fosse possível:

  • Mardoqueu era judeu e temente a Deus. Então o Senhor o honraria.
  • Mardoqueu era tio de Ester, a rainha. Logo, se a esposa do rei confiava naquele homem, o rei também confiaria.

A grande questão é que Assuero não tinha como afirmar que Mardoqueu era fiel. Ele não o conhecia.

Entretanto, não pensou duas vezes e deu-lhe autoridade para falar em seu próprio nome.  Essa atitude do rei foi expressiva, mas a responsabilidade que Mardoqueu recebeu fora maior ainda.

Você assumiria o encargo de falar em nome do seu líder? Do seu pastor? Do prefeito da sua cidade? Você tem ideia da responsabilidade por trás de cada um desses cargos? Dos sacrifícios e/ou problemas que surgem?

Agora, você que ocupa algum cargo de liderança (seja na igreja ou fora dela), deixaria que um recém-chegado falasse em seu nome?

Em ambos os casos seria necessário analisar friamente a situação antes de decidir o que fazer.

Mesmo que tenha sido incentivado por Ester, o rei não tinha motivos para acreditar em Mardoqueu. Da mesma maneira que Mardoqueu não precisava aceitar a proposta do rei.

Contudo, Deus usou essa oportunidade para libertar os israelitas e também honrou a obediência de Mardoqueu.

Olhando para nós: será que temos usado a autoridade de Deus, dada por meio de Jesus, com responsabilidade? Ou será que não temos levado tão a sério por não compreendermos o que ela realmente significa?

Peço que você analise como tem se portado como cristão. Qual testemunho tem dado.

Lembre-se: quando você anuncia que é cristão, suas atitudes deixam de ser analisadas como suas e passam a ser observadas como se fossem as de Cristo.

É o nome dEle que você assume, não mais o seu.

Sobre o autor

Bárbara Cunha

Bárbara Cunha

Paulista de 20 e alguns anos. Cristã convicta. Jornalista. Corintiana torcedora do Arsenal da Inglaterra. Apaixonada por filmes, séries e música.

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