Estudo de Provérbios 28 – Parte 1

Provérbios 28, em minha análise, é um capítulo com dois temas principais:

  • A sociedade e seus governantes
  • A riqueza adquirida de forma indevida

Porém, apesar destes me parecerem ser os assuntos principais e podermos extrair muito daqui, alguns versículos chamam muito a nossa atenção.

Como este post estava ficando muito grande, resolve dividi-lo em algumas partes. Aqui você lê a parte 1.

Nosso posicionamento cristão

O primeiro deles é o versículo 4:

“Os que deixam a lei louvam o ímpio; porém os que guardam a lei contendem com eles.”

Provérbios 28:4

Nele vejo que a escolha de como vamos viver a nossa vida nos trará algumas consequências conhecidas: ou vamos ignorar a lei do SENHOR e fortalecer os ímpios, tomando parte em suas ações e gostando daquilo, ou vamos contender com eles.

Creio que, nesse caso, o que precisamos entender é que me parece não haver vida cristã sem algum tipo de consequência no relacionamento com aquelas pessoas que não se entregaram ao SENHOR.

Não estou advogando que vamos brigar com as pessoas, que temos que criar um grande exército que vai impor o que acreditamos ser a vontade de Deus. Longe disso. No meu ponto de vista, estes excessos já mancharam demais a história da igreja para fazermos isso de novo.

O que eu creio é que, em algum momento, você verá claramente a separação entre os caminhos de Deus e os caminhos dos ímpios. Por mais que você conheça pessoas que não são cristãs, que você se relacione bem com elas, cedo ou tarde você vai se posicionar de uma forma que elas não vão concordar, que elas não vão gostar.

Veja que não estou dizendo que você irá ou que você deve brigar com as pessoas, nem perto disso. Acredito que como cristãos devemos ser agentes pacificadores, mas que não vão concordar com alguns pontos de vista ou atitudes. Isso é muito diferente de entrar em briga aberta e desmedida com as outras pessoas.

A versão ARA escolheu muito bem, na minha opinião, a tradução e deixou o versículo como:

“Os que desamparam a lei louvam o perverso, mas os que guardam a lei se indignam contra ele.”

Provérbios 28:4

É sobre esta indignação que estou falando e, mesmo assim, uma indignação pacificadora, não contenciosa. Isso é possível e, na minha experiência, mais saudável no objetivo de mostrarmos Cristo ao mundo.

Este pensamento me remete ao exemplo que temos em João 8, quando os religiosos da época, aqueles que se chamavam “povo de Deus” (como nós nos chamamos hoje), pegaram um mulher adulterando e queriam apedrejá-la. Dedo em riste, clamavam que ela era uma pecadora, insistindo que Jesus se posicionasse a respeito daquele pecado. A resposta de Cristo à mulher é uma das passagens mais belas que já li em qualquer livro:

“E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais.”

João 8:10,11

Note como, de maneira amorosa e pacífica, Jesus mostra que não concordava com o pecado daquela mulher e leva-a ao arrependimento, sem a necessidade de qualquer tipo de condenação ou palavra dura.

Creio que este seja o ponto: cedo ou tarde teremos que nos posicionar em relação ao que concordamos e ao que não concordamos. É o que o provérbio está nos dizendo. Quando isso acontecer, podemos fazê-lo de maneira que uma briga se inicie ou podemos fazê-lo com amor às pessoas e sem condenação. Eu fico com o exemplo de Cristo.

A parte 2 do estudo de Provérbios 28 será publicada em breve.

Paz.

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