Mensagem

Amor, o vínculo da perfeição

Escrito por Bárbara Cunha

Você já deve ter reparado que há uma nova série nos assuntos mais comentados nas redes sociais. Para evitar qualquer tipo de propaganda, não mencionarei nomes, a intenção não é induzir ninguém a assisti-la, justamente por abordar temas bem pesados.

A trama narra histórias sobre bullying, depressão e alguns crimes. Ainda que sejam tópicos que poderíamos falar por muito tempo, houve algo que me incomodou muito quando finalizei o último episódio.

O que leva uma pessoa a se preocupar tanto com a opinião dos outros, ao ponto de anular o que pensa de si mesma?

A resposta do Espírito Santo foi breve e clara: a falta de amor.

Vale ressaltar que não pretendo julgar ninguém. Ao contrário, desejo expor o que Deus tratou em mim.

A questão é que se importar demais com a opinião alheia mostra a fragilidade de uma identidade. E, quando somos cristãos, essa identidade deve ser forjada em Cristo, pelo amor que Ele demonstrou na cruz.

Eu sei como não é fácil ignorar comentários negativos, porém, aprendi que uma crítica só vale a pena ser absorvida se trouxer uma proposta de melhora, seja na área que for. No entanto, este ainda não é o problema principal.

É inevitável que passemos por situações complicadas, ainda mais na mente, o campo de batalha entre o espírito e a carne. Mas, onde está o amor de Deus? Quando ele aparece?

1 João 4:16 diz que Deus é amor; e quem está em amor está em Deus e Deus nele. Com isso, entendo que se menosprezamos a nós mesmos e damos atenção ao que os outros dizem negativamente a nosso respeito, desacreditamos do amor de Deus e não estamos nEle.

Ele é amor e nos amou de tal modo que entregou seu único filho para morrer em nosso lugar. E mesmo o maior e mais puro sentimento, tem esfriado dia após dia.

Temos que amar a nós mesmos e aos nossos irmãos de igual modo e a Deus sobre todas as coisas, para que o vínculo perfeito preencha nossos corações e nossas vidas.

Porém, existem ocasiões que não amamos nem a nós mesmos quem dirá o próximo.

Não há como amar o próximo se não amamos a nós mesmos. Não há como amar a Deus se não amamos a nós mesmos.

Se desejamos estabelecer relações que não podem ser cedidas, se queremos nos sentir bem conosco, mantendo unidas todas as nossas virtudes, precisamos buscar, conhecer e nos revestir de amor. Não existe outro jeito.

E, para que isso aconteça, o amor deve superar qualquer outro sentimento ou pensamento. Ele deve estar acima de tudo. O amor deve ser maior que tudo.

Sendo assim, meu pedido hoje é o mesmo de Paulo em Colossenses 3:14:

“E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição.”

Sobre o autor

Bárbara Cunha

Paulista de 20 e alguns anos. Cristã convicta. Jornalista. Corintiana torcedora do Arsenal da Inglaterra. Apaixonada por filmes, séries e música.

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