Amor, o vínculo da perfeição

Você já deve ter reparado que há uma nova série nos assuntos mais comentados nas redes sociais. Para evitar qualquer tipo de propaganda, não mencionarei nomes, a intenção não é induzir ninguém a assisti-la, justamente por abordar temas bem pesados.

A trama narra histórias sobre bullying, depressão e alguns crimes. Ainda que sejam tópicos que poderíamos falar por muito tempo, houve algo que me incomodou muito quando finalizei o último episódio.

O que leva uma pessoa a se preocupar tanto com a opinião dos outros, ao ponto de anular o que pensa de si mesma?

A resposta do Espírito Santo foi breve e clara: a falta de amor.

Vale ressaltar que não pretendo julgar ninguém. Ao contrário, desejo expor o que Deus tratou em mim.

A questão é que se importar demais com a opinião alheia mostra a fragilidade de uma identidade. E, quando somos cristãos, essa identidade deve ser forjada em Cristo, pelo amor que Ele demonstrou na cruz.

Eu sei como não é fácil ignorar comentários negativos, porém, aprendi que uma crítica só vale a pena ser absorvida se trouxer uma proposta de melhora, seja na área que for. No entanto, este ainda não é o problema principal.

É inevitável que passemos por situações complicadas, ainda mais na mente, o campo de batalha entre o espírito e a carne. Mas, onde está o amor de Deus? Quando ele aparece?

1 João 4:16 diz que Deus é amor; e quem está em amor está em Deus e Deus nele. Com isso, entendo que se menosprezamos a nós mesmos e damos atenção ao que os outros dizem negativamente a nosso respeito, desacreditamos do amor de Deus e não estamos nEle.

Ele é amor e nos amou de tal modo que entregou seu único filho para morrer em nosso lugar. E mesmo o maior e mais puro sentimento, tem esfriado dia após dia.

Temos que amar a nós mesmos e aos nossos irmãos de igual modo e a Deus sobre todas as coisas, para que o vínculo perfeito preencha nossos corações e nossas vidas.

Porém, existem ocasiões que não amamos nem a nós mesmos quem dirá o próximo.

Não há como amar o próximo se não amamos a nós mesmos. Não há como amar a Deus se não amamos a nós mesmos.

Se desejamos estabelecer relações que não podem ser cedidas, se queremos nos sentir bem conosco, mantendo unidas todas as nossas virtudes, precisamos buscar, conhecer e nos revestir de amor. Não existe outro jeito.

E, para que isso aconteça, o amor deve superar qualquer outro sentimento ou pensamento. Ele deve estar acima de tudo. O amor deve ser maior que tudo.

Sendo assim, meu pedido hoje é o mesmo de Paulo em Colossenses 3:14:

“E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição.”

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