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A fé sem obras é morta

Renata era uma mulher correta. Andava em santidade, orava diariamente, agradecia a Deus pelas coisas que aconteciam. Ela não faltava às reuniões de sua igreja, lia a Bíblia todos os dias e, com frequência, meditava na palavra.

Ela ouvia apenas louvores, jamais qualquer tipo de música secular. Ela amava ouvir aos pastores na internet, na rádio ou de sua igreja. Era fiel ao marido, ofertava com assiduidade na igreja, não era consumista ou glutona.

Os que conviviam com ela relatavam que Renata não saia da linha ou ficava nervosa. Era agradável e tranquila. 

Trabalhava há anos na mesma empresa, sem jamais ter se ausentado por motivos banais. Não mentia, não assistia novelas ou programas que ela julgava serem impróprios para uma serva de Deus. 

Certa vez Renata estava no carro, parada no sinal vermelho, um menino aproximou-se de seu vidro, olhou em seus olhos e, sem precisar dizer uma única palavra, lhe pediu uma esmola. Ela não titubeou, manteve os olhos no sinal, que não se abria e ignorou o garoto. Ela sabia que ele sempre estivera ali pedindo esmolas e imaginava que, com o que ele ganhava ali, conseguia se sustentar.

Renata faleceu alguns anos depois, sem conhecer Jesus.

“Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé.” (Tiago 2:18)

Este é um pequeno conto de ficção, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Os fatos e nomes utilizados foram inventados.

Sobre o autor

André

André

Cristão, casado, pai, trabalhador. Leva a sério a palavra de Deus e isto muitas vezes o faz não ser bem visto. Ama escrever, por isso, sempre que pode, o faz.

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