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Estudo do livro de Salmos – Salmo 147

Neste estudo do Salmo 147 aprenderemos sobre oração e louvor ao Senhor com mais um Salmo de encerramento do livro.

Este é mais um salmo que começa e termina com o imperativo: “Louvai ao Senhor”, como nos outros salmos de encerramento do livro.

Nele, podemos aprender muitas coisas, dentre elas algumas que quero destacar.

VÍDEO DO ESTUDO DE SALMOS 147

Entendendo este salmo apenas pelo texto

Uma das coisas que aprendemos nesse Salmo é um dos motivos pelos quais devemos louvar ao Senhor:

“Louvai ao Senhor, porque é bom cantar louvores ao nosso Deus; isto é agradável; decoroso é o louvor.”

Salmos 147:1

Devemos louvar a Deus pois isso é bom, pois é agradável ao Senhor que nós O louvemos. O louvor não é algo que fazemos para nós, para que nossa alma seja satisfeita, mas para a glória do Senhor, para que Ele seja engrandecido.

Podemos ver isso pela maneira como o salmista o faz aqui no Salmo 147, engrandecendo as obras de Deus, reconhecendo todas as coisas que o Senhor fez:

“O Senhor edifica Jerusalém; congrega os dispersos de Israel; sara os quebrantados de coração e liga-lhes as feridas; conta o número das estrelas, chamando-as a todas pelos seus nomes.”

Salmos 147:2-4

O nosso louvor deve sempre exaltar a Deus, declarando todas as boas coisas que ele tem feito por nós e em nós. Nos versículos 8 e 9, por exemplo, vemos o salmista louvando a Deus pela sua ação na natureza:

“Ele é que cobre o céu de nuvens, que prepara a chuva para a terra e que faz produzir erva sobre os montes; que dá aos animais o seu sustento e aos filhos dos corvos, quando clamam.”

Salmos 147:8,9

O louvor, segundo a Palavra, é o que exalta e engrandece exclusivamente a Deus. Não é algo para nós, não fala de nós, não tem a intenção de nos satisfazer. É para Deus, fala do que Ele faz e tem a intenção de agradar ao Senhor. O foco não somos nós, o foco é o Senhor.

Essa é uma verdade muito importante que encontramos ao longo da Palavra: o foco é sempre o Senhor. Ele é quem faz, para a glória dEle.

Refletindo sobre isso, aprendo que, dentre outras, algo que pode mudar nas nossas vidas é a maneira como oramos. Vejo, inclusive na minha vida, com constância, orações que são muito mais voltadas para a nossa necessidade do que para louvar a Deus. Que se preocupam mais com aquilo que Ele pode nos proporcionar do que com o que nós devemos entregar ao Senhor.

Isso não significa que não podemos pedir algo a Deus, que não devemos considerar também as nossas necessidades, mas que as nossas orações são uma união das duas coisas. A oração de Jesus começa louvando a Deus:

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome.”

Mateus 6:9

Mas também apresenta uma necessidade humana:

“O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.”

Mateus 6:11

Porém, mesmo quando pede, Jesus nos ensina que devemos sempre depender de Deus

Entendendo este salmo pela estrutura

Analisando a estrutura do Salmo, podemos ver que é um poema de três partes, cada parte começando com um imperativo:

“Louvai ao Senhor, porque é bom cantar louvores ao nosso Deus; isto é agradável; decoroso é o louvor.”

Salmos 147:1

“Cantai ao Senhor em ação de graças; cantai louvores ao nosso Deus sobre a harpa.”

Salmos 147:7

“Louva, ó Jerusalém, ao Senhor; louva, ó Sião, ao teu Deus.”

Salmos 147:12

A primeira parte fala sobre a necessidade do louvor individual, daquele momento onde você ora e começa a louvar ao Senhor, reconhecendo todos os Seus feitos.

A segunda parte fala sobre o louvor com música, que também é uma forma de louvor quando estamos falando sobre tudo o que Deus faz.

A terceira parte fala sobre o louvor em comunidade, quando nos unimos como irmãos para louvar ao Senhor, para declararmos tudo o Ele têm feito de maravilhoso!

Entendendo este salmo pelo contexto

Como já vimos neste estudo do livro de Salmos, este é um salmo de encerramento do livro. Faz parte do conjunto de 5 salmos finais que concluem o livro e todos têm o imperativo “Louvai ao Senhor”.

Entender este contexto nos ajuda a compreender melhor qual é a mensagem principal que está sendo passada. Neste sentido podemos entender que um dos ensinamentos que temos é o de que devemos louvar ao Senhor por diversos motivos: pelo Seu amor, Sua bondade, Seu cuidado e muitas outras coisas.

“Ele é que cobre o céu de nuvens, que prepara a chuva para a terra e que faz produzir erva sobre os montes; que dá aos animais o seu sustento e aos filhos dos corvos, quando clamam.”

Salmos 147:8,9

Entendendo este salmo pela linha do tempo

Precisamos nos lembrar que o livro de Salmos é um livro de poemas que o povo de Israel, ao longo da história, usou para louvar ao Senhor. Este livro foi escrito por diversos autores, em diversos momentos diferentes da história de Israel.

Por exemplo: o salmo 90 foi escrito por Moisés, já o salmo 3 foi escrito por Davi. Entre a vida destes dois homens, existe uma diferença de 500 anos. São cinco séculos de história do mesmo povo que devem ser levadas em consideração na interpretação dos Salmos.

Conhecer a história do povo de Israel nos ajuda a entender melhor o que o salmo quer dizer. Aqui no salmo 147 temos um indicativo de data no versículo 2:

“O Senhor edifica Jerusalém; congrega os dispersos de Israel;”

Salmos 147:2

Lendo este versículo, a pergunta que fica é: “quando foi que o povo de Israel se dispersou e o que aconteceu com Jerusalém?”.

A indicação de tempo parece falar de maneira clara que este é um salmo pós exílio. Vamos nos lembrar de alguns momentos históricos do povo de Israel. Todas as datas que vou usar aqui são aproximadas, para facilitar o entendimento:

  • 2166 a.C.: Nascimento de Abraão, o pai da fé
  • 2006 a.C.: Nascimento de Jacó
  • 1909 a.C.: Nascimento de José
  • 1870 a.C.: A família de Jacó vai para o Egito
  • 1730 a.C.: Israel é escrava no Egito
  • 1510 a.C.: Moisés nasce
  • 1440 a.C.: Início do Êxodo
  • 1050 a.C.: Início do período dos reis de Israel
  • 931 a.C.: Divisão do reino de Israel e Judá
  • 722 a.C.: Queda do reino do norte por conta do domínio Assírio
  • 587 a.C.: Queda de Jerusalém
  • 586 a.C.: Início do cativeiro Babilônico
  • 520 a.C.: Reconstrução do tempo

Ou seja, é somente após a queda de Jerusalém e o início da reconstrução do templo que o autor deste Salmo poderia ter escrito algo como o versículo 2.

Entender essa linha do tempo nos ajuda a entender o que o salmista quis dizer o momento pelo qual a nação estava passando.

Com isso, podemos aplicar na nossa vida outros ensinamentos. Um deles é o de que, não importa a situação, Deus é poderoso para nos salvar e transformar as nossas vidas completamente. A nação de Israel havia passado por uma série de problemas por muitos e muitos anos, mesmo assim Deus, pela sua bondade, os resgatou, reuniu, edificou novamente o templo e os abençoou. Podemos ter a certeza de que Deus é bom, mesmo nos momentos mais difíceis de nossas vidas.

De quem o Senhor de agrada

Existe ainda um outro entendimento muito importante que pode ser extraído desse salmo, no seguinte texto:

“Não se deleita na força do cavalo, nem se compraz na agilidade do varão. O Senhor agrada-se dos que o temem e dos que esperam na sua misericórdia.”

Salmos 147:10,11

Mas esse eu deixo para você refletir.

Desafios do capítulo

Para este capítulo, tenho alguns desafios para você:

  1. Responda, aqui nos comentários, à seguinte pergunta: quais são os motivos pelos quais você pode louvar ao Senhor?
  2. Deixar um comentário respondendo à pergunta: qual entendimento você extrai dos versículos 10 e 11?
  3. Passe um tempo hoje orando ao Senhor e inclua na sua oração um momento de louvor sem música, apenas reconhecendo tudo o que o Senhor faz.

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