Estudo de Gênesis 34

Aqui no estudo de Gênesis 34 vemos a situação pela qual Diná passa e os problemas que são desencadeados a partir daí.

O capítulo está organizado da seguinte forma:

  • Siquém se apaixona por Diná (1 a 6)
  • A proposta de Hamor (7 a 12)
  • A ideia dos filhos de Jacó (13 a 18)
  • Toda a cidade se circuncida (19 a 24)
  • Simeão e Levi matam todos os homens da cidade (25 a 29)
  • O argumento de Jacó com seus filhos (30 e 31)

Veremos alguns destes tópicos.

VÍDEO DO ESTUDO DE GÊNESIS 34

Siquém e Diná

O capítulo começa falando do que Siquém faz com Diná, filha de Lia com Jacó:

“E Siquém, filho de Hamor, heveu, príncipe daquela terra, viu-a, e tomou-a, e deitou-se com ela, e humilhou-a.”

Gênesis 34:2

O que aconteceu aqui não foi consensual, Diná não pediu por isso e nem concordou, foi forçada a fazer algo que não queria. Por esse motivo a Palavra é tão clara ao relatar o sentimentos envolvidos: humlihação, desonra, tristeza, etc.

Para Jacó e sua família, que passam a ser descritos a partir dessa capítulo como “povo de Israel”, isso era algo terrível. O padrão para eles era que se apaixonassem, se casassem com pessoas da família e, só então, terem algum tipo de relacionamento, como Jacó fez ao se casar com Raquel e Lia. Uma relação como essa, fora da família e, de maneira muito pior, começando dessa forma, era inimaginável.

O conceito de casamento naquela época era muito diferente do nosso hoje em dia, mesmo assim, o que aconteceu com Diná é indescritível.

No padrão do mundo, como já vimos em capítulos anteriores (lembra-se de Jó em Sodoma?), talvez isso fosse algo aceitável. Talvez, para o povo de Siquém, isso fosse até algo comum. Isso nos mostra como o padrão do Reino e o padrão do mundo são diferentes.

Quanto mais o tempo passa, mais o padrão do mundo se distancia do padrão do Reino. Deus, que conhece todas as coisas, quer o melhor para Seus filhos e sabe o que é esse melhor para nós. Por esse motivo, no Reino, existem princípios dos quais não podemos abrir mão. Não podemos considerar como normais atitudes que o Senhor condena.

A intenção de Hamor

Mesmo com toda a situação, Siquém afirma querer se casar com Diná. Ele pede ajuda a seu pai, Hamor, para organizar o pedido.

Os filhos de Jacó pedem então que toda a cidade se circuncidasse, para que o casamento pudesse ser efetuado. Após isso, Hamor necessita falar com todos os homens da cidade e argumenta da seguinte forma:

“O seu gado, e as suas possessões, e todos os seus animais não serão nossos? Consintamos somente com eles, e habitarão conosco.”

Gênesis 34:23

Veja como a intenção de Hamor era ter a possibilidade de algum ganho financeiro, não de tentar consertar o erro, amparar a vítima ou suportar a família de Jacó num momento difícil. Tampouco sua intenção era de fazer a vontade do filho, atendendo seu desejo de se casar com Diná.

Quando nossas intenções estão erradas, muito provavelmente o resultado das nossas ações será ruim. Deus sonda nossos corações, conhece nossas intenções e sabe das nossas motivações para fazermos o que fazemos.

A retaliação

Então Simeão e Levi, os irmãos de Diná, filhos de Jacó com Leia, tratam de trazer uma retaliação:

“E aconteceu que, ao terceiro dia, quando estavam com a mais violenta dor, dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, tomaram cada um a sua espada, e entraram afoitamente na cidade, e mataram todo macho. Mataram também a fio de espada a Hamor, e a seu filho Siquém; e tomaram Diná da casa de Siquém e saíram. Vieram os filhos de Jacó aos mortos e saquearam a cidade, porquanto haviam contaminado a sua irmã.”

Gênesis 34:25-27

Eles matam todos os homens da cidade no momento onde aqueles sofriam das dores causadas pela circuncisão.

Um mal não conserta o outro. Eles terem matado tanto a pessoa que fez a maldade, quanto todas as outras da cidade, não fez com que o mal fosse desfeito, pelo contrário, só fez com que os problemas aumentassem.

A atitude dos dois foi tão inconsequente, aos olhos de Jacó que, mais para frente, Jacó declara o seguinte:

“Simeão e Levi são irmãos; as suas espadas são instrumentos de violência. No seu secreto conselho, não entre minha alma; com a sua congregação, minha glória não se ajunte; porque, no seu furor, mataram varões e, na sua teima, arrebataram bois. Maldito seja o seu furor, pois era forte, e a sua ira, pois era dura; eu os dividirei em Jacó e os espalharei em Israel.”

Gênesis 49:5-7

Nossas escolhas, por mais que pareçam boas e justas aos nossos olhos, geram consequências. Por isso nossas decisões precisam sempre estar baseadas na vontade de Deus. O mal não vai se desfazer com outro mal, pelo contrário, só vai gerar males ainda piores.

O mal se combate com o bem, essa é a cultura do Reino. Isso não significa que precisamos sofrer repetidamente nas mãos das pessoas, Diná nunca mais teria que sofrer da mesma maneira. Só estou dizendo que precisamos aprender, como Jesus ensinou, que o mal não se paga com o mal, pelo contrário, quando nos fazem mal, devemos fazer o bem.

❗ Você sabia? ❗


Existem formas de você aprender ainda mais sobre a palavra:

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