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A inquestionável soberania de Deus – Parte I

A soberania de Deus demonstrada através da Sua vontade. Devemos entender que a vontade dele é sempre o melhor para nossas vidas, mesmo que não vejamos isso numa perspectiva natural.
André
Escrito por André

A soberania de Deus demonstrada através da Sua vontade. Devemos entender que a vontade dele é sempre o melhor para nossas vidas, mesmo que não vejamos isso numa perspectiva natural.“Depois disto o SENHOR respondeu a Jó de um redemoinho, dizendo: Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento? Agora cinge os teus lombos, como homem; e perguntar-te-ei, e tu me ensinarás. Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência. Quem lhe pós as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina, Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam? Ou quem encerrou o mar com portas, quando este rompeu e saiu da madre; Quando eu pus as nuvens por sua vestidura, e a escuridão por faixa? Quando eu lhe tracei limites, e lhe pus portas e ferrolhos, E disse: Até aqui virás, e não mais adiante, e aqui se parará o orgulho das tuas ondas? Ou desde os teus dias deste ordem à madrugada, ou mostraste à alva o seu lugar … Ou entraste tu até às origens do mar, ou passeaste no mais profundo do abismo? Ou descobriram-se-te as portas da morte, ou viste as portas da sombra da morte? Ou com o teu entendimento chegaste às larguras da terra? Faze-mo saber, se sabes tudo isto. Onde está o caminho onde mora a luz? E, quanto às trevas, onde está o seu lugar; Para que as tragas aos seus limites, e para que saibas as veredas da sua casa? De certo tu o sabes, porque já então eras nascido, e por ser grande o número dos teus dias! Ou entraste tu até aos tesouros da neve, e viste os tesouros da saraiva, Que eu retenho até ao tempo da angústia, até ao dia da peleja e da guerra? Onde está o caminho em que se reparte a luz, e se espalha o vento oriental sobre a terra? Quem abriu para a inundação um leito, e um caminho para os relámpagos dos trovões, Para chover sobre a terra, onde não há ninguém, e no deserto, em que não há homem; Para fartar a terra deserta e assolada, e para fazer crescer os renovos da erva? A chuva porventura tem pai? Ou quem gerou as gotas do orvalho? De que ventre procedeu o gelo? E quem gerou a geada do céu? Como debaixo de pedra as águas se endurecem, e a superfície do abismo se congela. Ou poderás tu ajuntar as delícias do Sete-estrelo ou soltar os cordéis do Órion? Ou produzir as constelações a seu tempo, e guiar a Ursa com seus filhos? Sabes tu as ordenanças dos céus, ou podes estabelecer o domínio deles sobre a terra? Ou podes levantar a tua voz até às nuvens, para que a abundância das águas te cubra? Ou mandarás aos raios para que saiam, e te digam: Eis-nos aqui? Quem pós a sabedoria no íntimo, ou quem deu à mente o entendimento? Quem numerará as nuvens com sabedoria? Ou os odres dos céus, quem os esvaziará?” (Jó 38:1-12,16-37)

Após as observações de Jó a respeito de sua situação e as considerações de Eliú, Deus resolve falar e mostrar a Jó o que Ele pensava sobre tudo o que havia sido dito.

Jó, por alguns instantes questionou seu estado, considerando ser injusta sua atual situação. Com palavras mostrou suas qualidades e discorreu sobre o porquê dele considerar tudo aquilo errado.

“Porventura não é a perdição para o perverso, o desastre para os que praticam iniqüidade? Ou não vê ele os meus caminhos, e não conta todos os meus passos… Ah! quem me dera um que me ouvisse! Eis que o meu desejo é que o Todo-Poderoso me responda, e que o meu adversário escreva um livro” (Jó 31:3,4,35)

O primeiro problema acontece aqui, quando nos achamos bons ou justos o suficiente para requerermos alguma coisa de Deus, para questionarmos suas decisões. Assumir ou reconhecer que o que se passou com Jó foi correto da parte de Deus não é tarefa das mais simples. Jó era um homem bom e correto, que andava nos caminhos do Senhor, por qual motivo Deus deixaria o diabo tirar tudo o que ele tinha? Não era minimamente correto o questionamento de Jó?

Aparentemente, aos olhos do Pai, este questionamento não era correto. O fato é que não temos como questionar as coisas que acontecem com justificativas baseadas em obras ou no nosso caráter.

E isso é muito comum: justificar é algo mais tangível, estamos mais acostumados a trabalhar com o sistema de compensação, onde somos recompensados por aquilo que fazemos ou deixamos de fazer. Neste sistema, Jó se torna totalmente digno de toda a sorte de bençãos. Porém Deus não trabalha assim, a justiça dEle é perfeita e não se apega às obras, não depende do nosso entendimento. O que é ótimo para nós, uma vez que se Sua justiça em algo qualquer assemelhasse-se com a nossa, é certo que estaríamos condenados.

Quantas vezes nós mesmos já não questionamos a Deus ou rejeitamos a Sua vontade por nos acharmos corretos? Nós reivindicamos bençãos, declaramos uma e outra coisa, repreendemos outras, como se nós pudéssemos decidir o melhor caminho. Eu não sou contra profetizar ou declarar em fé algumas coisas, mas isto deve partir do relacionamento com o Espírito Santo e não de nossa vontade ou de nosso falho senso de justiça.

Nós devemos entender que, mesmo que o que Deus faz nos pareça estranho, talvez até mesmo errado, é o melhor para nossas vidas. Esta é a mesma fé que Abraão teve quando Deus lhe pediu Isaque em sacrifício, a mesma fé que Daniel teve ao entrar na cova dos Leões. Mesmo que eles não julgassem justo tudo aquilo, mesmo que, internamente, aquilo desagradasse a eles (não que eles tenham ficado assim, isto é apenas um exemplo), eles sabiam que era o melhor, pois era a vontade de Deus. Com certeza todos saíram do outro lado com a fé provada e aprovada.

Nós mal podemos passar por um aperto que já começamos a nos achar justos o suficiente para receber o que nós julgamos ser o melhor de Deus, sem conseguir perceber que o melhor de Deus já está acontecendo.

Precisamos aceitar tudo o que acontece? Não, muito pelo contrário, se eu ficar doente não vou imaginar que estou passando pelo mesmo que Jó, vou sim ir procurar um médico. Se eu ficar desempregado, vou procurar emprego, mas quando eu perceber que algo que está acontecendo comigo vem de Deus, vou saber que é o melhor para mim, mesmo que eu não consiga ver isso com clareza. Por este motivo, comunhão com o Espírito Santo é fundamental neste processo de entender e viver a soberania de Deus.

A vontade dEle, soberana, é sempre o melhor para nossas vidas.

Leia a próxima parte desta série: A inquestionável soberania de Deus – Parte II.

Paz.

Sobre o autor

André

André

Cristão, casado, pai, trabalhador. Leva a sério a palavra de Deus e isto muitas vezes o faz não ser bem visto. Ama escrever, por isso, sempre que pode, o faz.

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