Versículo

Meta para 2017

Cruz com homem à frente
Bárbara Cunha
Escrito por Bárbara Cunha

Se fizéssemos uma enquete sobre como foi o ano, provavelmente, a esmagadora maioria diria que 2016 foi difícil. Talvez por conta da economia, ou da política, ou de qualquer outra coisa. Motivos não faltariam.

É natural que, com a chegada do final de ano, surja a retrospectiva de tudo o que passamos nos últimos 365 dias. Colocamos a mão na consciência e vemos o que poderia ter sido diferente, ou nos alegramos com algo bom que conquistamos.

Também é nessa época que criamos uma lista de metas para o próximo ano. Prometemos centenas de coisas a nós mesmos e, no fim, muitas nem sequer saem da cabeça.

Quando chegou a minha vez de analisar o ano me vi refletindo sobre Jó.

Ele amou a Deus em todos os momentos, independente do que estava passando. Contudo, há um detalhe que passa despercebido e acredito ser a chave para tudo o que viveu.

Já que Jó era tão obediente e temente ao Senhor, por que Deus permitiu que o diabo lhe tirasse tudo?

Porque aquilo que temia me sobreveio; e o que receava me aconteceu.” (Jó 3:25)

Jó sofreu tudo o que já havia imaginado. Ou seja: ao invés de pensar no que queria conquistar, ele focou no que temia que lhe acontecesse.

Meio contraditório, porém, quem nunca fez isso?

Por mais que nós não entendamos, nossos pensamentos são mais poderosos do que imaginamos. São eles que comandam nossa vida.

Acaso Jó tivesse pensado de forma “positiva”, talvez o diabo não teria encontrado tantos argumentos para investir em sua vida.

São pensamentos do tipo: “se eu ficar doente não vou aguentar”, “se eu não arrumar tal emprego as coisas vão piorar” etc.

O ser humano tem a horrível mania de ser pessimista. Se dizemos que confiamos em Deus, devemos confiar nEle.

Claro, é necessário ser realista. Analisar as situações de forma consciente. Mas, pense comigo, se gastássemos mais tempo nos preocupando com aquilo que queremos do que nos lamentando com o improvável, tudo seria mais fácil e leve, não seria?

Acredito que a grande parte das circunstâncias – senão todas – da nossa vida acontecem porque nós permitimos. E, o primeiro passo para cada uma, está em nossa mente.

Minha sugestão é que, antes de pedir algo para 2017, você faça um análise da postura que assumiu mediante ao que pediu para 2016. Quais pensamentos predominaram? Com base no que você conquistou – ou não – veja se os pensamentos têm sido iguais aos de Jó ou se eles estão sustentados em Deus.

Dica de meta para 2017: faça muitos planos. Abra seu coração ao Senhor e foque somente naquilo que pediu. Deixe que o medo fique nas probabilidades, não perca tempo com ele. Não pense nele. Quem sabe, assim, a retrospectiva do próximo ano seja diferente.

Feliz ano novo!

Sobre o autor

Bárbara Cunha

Bárbara Cunha

Paulista de 20 e alguns anos. Cristã convicta. Jornalista. Corintiana torcedora do Arsenal da Inglaterra. Apaixonada por filmes, séries e música.

2 Comentários

    • Muito obrigada, Júnior. Fico muito feliz em saber sua opinião.

      Continue nos acompanhando, temos posts novos diariamente.

      Deus te abençoe também!

      A paz.

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