Versículo

Filho de crente não é crente só por causa dos pais

Bárbara Cunha
Escrito por Bárbara Cunha

Jacó era filho de Isaque e neto de Abraão, dois homens que tiveram experiências profundas com Deus. Então, é bem provável que tenha crescido aprendendo sobre Deus.  Ainda assim, enganou o próprio irmão e o tio.

Onze, dos doze filhos, tiveram postura semelhante. Por ciúmes, venderam o irmão mais novo como escravo ao povo inimigo e disseram ao pai que ele havia morrido. Também é bem provável que Jacó tenha os educado segundo a vontade de Deus, já que sua vida fora transformada por Ele.

Esses exemplos mostram que, por mais que alguém seja criado dentro da igreja ou debaixo das “leis de Deus”, não significa que tema ao Senhor. Na verdade, assim como Jacó, isso só acontece quando há um encontro individual com Deus.

Provérbios 22:06

É fundamental que os pais eduquem os filhos no caminho do Pai, mas eles não são responsáveis por trilhar o rumo dos filhos.

O acesso ao reino dos céus é individual. Por isso, mesmo que tenha sido criado na igreja, os pais sejam líderes ou pastores ou missionários etc no ministério que frequentam, as obras que eles desempenham para Deus serão vistas individualmente e não se aplicam aos filhos.

Jacó só recebeu as bençãos de Deus após se encontrar – e lutar – com um anjo. Aquele episódio foi tão significante que seu nome foi mudado para Israel.

Ou seja: os pais podem educar os filhos da melhor forma possível, podem ensinar-lhes todas as leis de Deus, porém, cada pessoa (filha, neta, bisneta etc) de um “crente” precisa de um encontro com o Pai para afirmar que também é crente.

Filho de crente, não é crente só por causa dos pais. Ele é crente porque escolheu, durante o decorrer da sua vida, ser.

Fui criada na igreja mas me tornei cristã somente após ter experiências individuais com Deus. Meus pais me educaram e me ensinaram com base na bíblia, contudo, só conheci o Senhor de verdade quando vivi situações em que Ele falou comigo em particular.

Eles me ensinaram o caminho, poderia ter ido por direções opostas, porém, a escolha foi minha. Podeia ter escolhido não seguir a Deus.

Assim é conosco e Deus. Ele é nosso Pai, nos ensina por meio da palavra, nos dá o livre arbítrio, todavia, nós que escolhemos obedece-Lo ou não.

E então, qual tem sido sua escolha?

A paz.

Sobre o autor

Bárbara Cunha

Bárbara Cunha

Paulista de 20 e alguns anos. Cristã convicta. Jornalista. Corintiana torcedora do Arsenal da Inglaterra. Apaixonada por filmes, séries e música.

2 Comentários

  • oi. trabalho com pré adolescentes na minha igreja e estou buscando um meio de falar a isso a eles e aos pais. o interessante é que nos fincamos no mesmo exemplo que é Jacó. Separei algumas pessoas para testemunhar que foram criadas na igreja e até se desviaram na adolescência, para compreenderem que precisam desse encontro com cristo. mas alguém saberia dizer como proporcionar isso? como fazê-los entender, e buscar esse encontro,sem precisar se perder e sofrer pelo caminho? só pelo amor não pela dor.

    • Olá, Thais!

      Primeiro: muitíssimo obrigada pelo comentário. É gratificante saber que se sentiu confortável para compartilhar sua dificuldade a partir de um dos nossos textos.

      Agora, se me permite, tenho algumas sugestões.

      Acredito ser super válido o testemunho de pessoas que eram cristãs e se desviaram na adolescência, conhecer a realidade ruim por trás do afastamento de Deus é muito importante. Porém, talvez o que nos falte como igreja para que esses adolescentes não tenham vontade de se afastar do corpo, seja justamente o contrário.

      Provavelmente, a maioria deles ainda não tem maturidade para mensurar os estragos que as escolhas dessa idade tem no futuro. E, de certa forma, é até aceitável. Eles não deveriam se preocupar com essas coisas ainda (o que não significa que não tenham que tomar cuidado com os caminhos que seguem, muito pelo contrário) mas eles precisam se apaixonar de verdade por Deus, continuar inocentes como a criança ao invés de desejar crescer mais rápido.

      Com isso, contaria o testemunho dessas pessoas sim, no entanto, proporia um evento em que o foco fosse justamente o oposto. Mostraria os benefícios na vida de um adolescente que permaneceu em Deus apesar de tudo. Óbvio, deixaria exposto as renúncias e dificuldades que enfrentou e, até mesmo, as batalhas internas que todos temos, mas daria foco para a necessidade do relacionamento com o Pai e como isso é prazeroso independente da idade que tivermos.

      Nossa intenção é boa, contudo, o melhor caminho para atraí-los é por meio de nossas atitudes e do posicionamento, eles aprendem mais olhando do que ouvindo.

      Também sugiro que os ouça mais. Reserve um tempo para saber o que eles gostariam de ver na igreja, os eventos que os agradariam. Filtre tudo e, se for preciso, explique as razões porque alguns não acontecem e analise se outros valem a pena serem feitos.

      Fique a vontade para sugerir temas de textos e continue comentando, para nós é uma honra poder compartilhar da palavra com você!

      A paz.

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