Estudo de Gênesis 25

Gênesis 25 faz a transição da história da vida de Abrão e Isaque, para as vidas de Esaú e Jacó. Temos muitos aprendizados nesse capítulo.

O capítulo apresenta os seguintes temas:

  • Os descendentes de Abraão e Quetura (1 a 4)
  • Abraão deixa tudo para Isaque (5 e 6)
  • Abraão é sepultado (7 a 11)
  • A descendência e morte de Ismael (12 a 18)
  • A família de Isaque (19 a 26)
  • Esaú abre mão do seu direito de primogenitura (27 a 34)

Vamos ver alguns destes pontos.

Os outros filhos de Abraão

O capítulo começa falando sobre os outros filhos de Abraão, aqueles que ele teve com Quetura. Ao falar sobre estes filhos, o autor complementa:

“Porém Abraão deu tudo o que tinha a Isaque.”

Gênesis 25:5

Isaque era o filho da promessa, ele deveria receber tudo de Isaque justamente para diferenciá-lo de seus irmãos, para que não houvesse qualquer possibilidade de competição. Isso não significa que seus irmãos ficaram desprovidos, apenas que Isaque recebeu os bens de Abraão pois era por ele quem tinha a promessa. Estes filhos de Abraão com Quetura, provavelmente, receberam presentes e foram embora.

Essa questão de Abraão deixar tudo para Isaque, já estava certa, como podemos ver no capítulo 24, onde o servo de Abraão anuncia esse fato para a família de Rebeca.

Um aprendizado que temos aqui é que, da mesma forma que Abraão deixou tudo preparado para Isaque, Deus já deixou tudo o que precisamos preparado para nós. Deus não é um pai omisso para saber que precisamos de algo e não ter deixado isso pronto (Mateus 6:30-32). Precisamos ser obedientes, permanecer firmes e fiéis pois tudo já está pronto.

Vale notar ainda, nesta primeira parte do capítulo, que esse casamento com Quetura pode ter ocorrido antes da morte de Sara. Não temos nenhuma informação sobre quando esse casamento aconteceu e era comum que alguns homens, naquela época, praticassem a poligamia.

A morte de Abraão

Além disso, também vemos que Ismael e Isaque são reunidos para sepultar Abraão:

“E sepultaram-no Isaque e Ismael, seus filhos, na cova de Macpela, no campo de Efrom, filho de Zoar, heteu, que estava em frente de Manre,”

Gênesis 25:9

Um entendimento comum é que esse texto indica que a rivalidade entre os dois irmãos não era tão intensa, apesar dos povos que saíram deles apresentarem discórdias ao longo do tempo. Uma outra linha de pensamento é a de que, mais ao final da vida, Abraão conseguiu reunir os dois irmãos.

O que importa aqui é que os dois estavam juntos, de ambos saíram 12 grandes tribos, cumprindo a promessa sobre a vida de Abraão, de que ele seria pai de multidões de nações (Gênesis 17:4,5).

Também se cumpre a promessa de Deus em relação a Ismael, vemos aqui no capítulo 25 que ele gera 12 tribos:

“Estes são os filhos de Ismael, e estes são os seus nomes pelas suas vilas e pelos seus castelos: doze príncipes segundo as suas famílias.”

Gênesis 25:16

Essa promessa foi feita em Gênesis 17:

“E quanto a Ismael, também te tenho ouvido; eis aqui o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e fá-lo-ei multiplicar grandissimamente; doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação.”

Gênesis 17:20

Esaú e a primogenitura

Certamente o ponto mais importante deste capítulo é a venda da primogenitura:

“Então, disse Jacó: Vende-me, hoje, a tua primogenitura. E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer, e para que me servirá logo a primogenitura?”

Gênesis 25:31,32

A primogenitura era o direito dado ao filho homem mais velho da pessoa. Na ausência do pai, esse filho tinha autoridade sobre a família (Gn 37:21-30). Esse filho recebia, dentre outras coisas, o dobro da herança do que seus irmãos recebiam e também o direito ao sacerdócio. Além disso, era muito comum que a maior parte da benção do pai ficasse para o filho primogênito.

Esse direito poderia ser removido do primeiro filho em algumas circunstâncias, ou até mesmo negociado, como no caso de Esaú e Jacó.

No caso desses dois irmãos, podemos analisar a atitude de cada um deles.

Jacó dava muita importância ao direito de primogenitura, mas quis alcançá-lo por meios enganosos e manipulativos.

Esaú desprezou o seu direito e demonstrou não entender a importância espiritual dele ao abrir mão da primogenitura por um prato de comida.

As duas atitudes nos ensinam muito.

Um primeiro ensinamento que temos é o de que temos que tomar cuidado com aquilo que queremos e maneira como fazemos para obter isso. Às vezes queremos algo bom, mas trilhamos caminhos ruins. Um exemplo disso bem comum é sobre pessoas que desejam ter um ministério, mas não seguem o direcionamento de Deus para obtê-lo, tentando consegui-lo por atalhos humanos.

Outro ensinamento que temos aqui é que não podemos desprezar aquilo que é espiritual. Muitas vezes menosprezamos a reunião na igreja, a Palavra, os momentos de oração ou nosso devocional, como se não tivessem importância. Nada disso, na minha opinião, deveria ser desprezado.

Desafio do capítulo

Neste capítulo, seu desafio é me dizer, aqui nos comentários, qual é o próximo livro da bíblia que você quer estudar e por qual motivo.


❗ Você sabia? ❗

Existem formas de você aprender ainda mais sobre a palavra:

2 comentários em “Estudo de Gênesis 25”

  1. Tiago,pretendo estudar provérbios
    É um livro repleto de principios. Principios os quais vem dando certo a mais de dois mil anos.

    Responder

Deixe um comentário