Cada um tem o seu tempo

Tenho me dedicado à leitura do velho testamento e recentemente passei novamente por Números 32. Nesse capítulo lemos a parte da história das tribos de Rúben, Gade e a meia tribo de Manassés, que desejam ficar do lado oriental do Jordão.

Aquele não era o combinado mas, por se tratar de um povo com muito gado e aquela ser uma terra de pastagens, eles decidem permanecer por ali.

O anúncio dessa decisão provocou em Moisés a reação mais comum que podemos esperar: incompreensão. O líder daquele povo lembra então aos líderes das tribos o que havia acontecido no passado (vs 8-10), e pede que eles considerem quão injusto seria fazer com que as outras tribos pelejassem sozinhas pela possessão da terra prometida.

A questão se encerra então num acordo de apoio militar temporário por parte dos homens das tribos do oriente e que suas esposas e filhos ficassem nas terras recém-adquiridas.

Sinceramente, e esta é uma opinião extremamente pessoal, acredito que tenham existido ainda outros motivos para eles permanecerem por ali. Os homens fecham o acordo de continuarem indo à guerra, deixando suas mulheres, filhos e gado em segurança. Parece-me, olhando para isso, que uma parte daquele povo, após tantos anos de peregrinação, estava simplesmente cansada.

Veja, o que estou dizendo aqui é uma inferência distante, não está escrito na Palavra, por isso tome cuidado ao acreditar em minhas palavras, ok? Posso estar cometendo um erro teológico terrível ao inferir isso.

O meu ponto é que, olhando para como a história se desenrolou, parece-me que isso também influenciou na decisão destas tribos de permancer onde estavam. A terra era boa, o gado teria pastagem, a peregrinação para eles chegaria ao fim e suas famílias ficariam em segurança.

Quantos de nós, em nossa peregrinação até a Terra prometida, não nos cansamos em algum ponto da jornada e só desejamos descansar um pouco?

Podemos nos lembrar do que aconteceu com Jesus:

“E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase à hora sexta.”

João 4:6

É claro que, nesta passagem da vida de Cristo, parar na fonte de Jacó tinha um propósito. Isso não nega o fato de que ele estava cansado e precisava parar um pouco.

A mesma coisa, às vezes, acontece conosco: precisamos simplesmente parar para descansar.

Em minha opinião, não devemos nos culpar se estivermos cansados, não devemos nos sentir menores se precisarmos de apoio para continuar na caminhada, para nos animar ou para levantarmos após uma queda. Se não precisássemos de apoio em alguns momentos da vida, poderíamos ser independentes, e não é isso que aprendemos na Palavra.

Por fim, a única consideração que faço é: considero o descanso algo necessário e que não deve durar para sempre. Devemos nos lembrar que Deus nos fortalece de diversas maneiras e, após o descanso, precisamos continuar combatendo o bom combate.

Reflita e deixe seu comentário sobre o que compartilhei aqui com vocês.

Paz.

Deixe um comentário