O Senhor é nossa alegria

“Então, orou Ana e disse: O meu coração se regozija no SENHOR, a minha força está exaltada no SENHOR; a minha boca se ri dos meus inimigos, porquanto me alegro na tua salvação.” (1 Samuel 2:1)

Eu tenho dois filhos lindos. Amo-os de uma maneira que jamais pensei ser possível, um amor que não precisa de decisão, que pode ser suprido simplesmente pela quantidade de sentimento envolvido. Creio que seja assim com a maioria dos pais.

Ana, que acabara de ter seu primeiro filho, que vivia os anos mais agradáveis da maternidade, alegra-se enquanto entrega seu menino para servir no templo. Como é possível alegrar-se entregando um filho?

A grande lição de Ana para nós neste capítulo é a de que a nossa alegria está no Senhor, e em mais nada. A Sua graça, misericórdia, bondade, amor e justiça são mais que o necessário para que sejamos plenamente alegres.

Eu ainda tenho muito o que converter em mim para ser um cristão.

Paz.

Provação no Êxodo

“não endureçais o vosso coração como foi na provocação, no dia da tentação no deserto,” (Hebreus 3:8)

Já falei que o livro de Hebreus foi escrito para os judeus convertidos e, lendo novamente estas passagens, fiquei pensando como esta palavra, tão específica para aquele povo, poderia aplicar-se a nós, hoje.

E, rapidamente, notei que, mesmo milhares de anos mais tarde, mesmo sendo para outro povo, corremos sério risco de incorrer no mesmo erro e precisamos dos mesmos avisos.

O autor da carta alertava aos judeus que era necessário permanecer na fé de Jesus era o messias e não permitir qualquer tipo de incredulidade, como aconteceu no deserto, durante o êxodo.

No êxodo, por diversas vezes, Israel murmurou e desejou estar no Egito. Foi assim quando pediram por comida, quando imaginaram que morreriam de sede, e em vários outros casos.

O alerta que vale para nós é este: quantas vezes você não desejou estar no mundo de novo? Quantas vezes “sentiu saudades” de algo que existia naquela vida e que não existe mais? Quantas vezes você murmurou, mesmo que em tom de brincadeira, sobre algo da sua nova vida?

Fiéis irmãos, precisamos estar atentos para que não cometamos o erro de desejarmos nossa antiga vida. O êxodo pode ter seus momentos de provação, mas temos a esperança da glória, ao invés de sermos escravos no Egito.

Paz.

Sinais e maravilhas

“dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade.” (Hebreus 2:4)

Sempre que estudamos a bíblia, nos ajuda entender o contexto histórico do que estamos lendo. Isso traz mais clareza ao que está escrito. Hebreus foi um livro escrito para os judeus convertidos que estavam sendo “visados” pelos judeus não convertidos, sendo que os últimos tentavam trazer os primeiros de volta para a lei de Moisés.

Por isso o autor da carta mostra que Jesus era superior aos anjos e fala sobre a importância deles guardarem o que estavam recebendo de ensinamento. Sabendo da importância que os judeus davam para os milagres que Deus fazia, o autor também apela para os sinais e maravilhas realizados por Cristo, para dizer que Deus confirmou tudo o que Jesus disse.

O que quero dizer é que algumas coisas nos ajudam a confirmar o que pregamos, e isso pode ser específico em cada cultura. Por exemplo, quando você diz que Jesus ama uma pessoa e lhe explica que Ele morreu na cruz por ela, isso é muito importante. Porém, se você também orar por ela e ela for curada ou uma situação realmente mudar, isso terá uma outra dose crucial de efeito. Por isso Jesus sempre pregou e sempre fez sinais.

Mas isso tudo só é possível através do Espírito Santo. Sem Ele a nossa pregação é vazia e os sinais não acontecem.

Por isso, e por muitos outros motivos que não abordei aqui, busque o Espírito. Busque ter mais intimidade, mais conhecimento e mais vida com Ele.

Paz.

Homem com H

“Então, lhe disse Noemi: Espera, minha filha, até que saibas em que darão as coisas, porque aquele homem não descansará, enquanto não se resolver este caso ainda hoje.” (Rute 3:18)

A igreja onde congrego tem mais mulheres do que homens. Isso gera uma oferta menor do que a procura e, como todos sabem, quando esta relação não é equilibrada, temos uma manipulação no preço do que é vendido. O que acontece lá é que faltam homens.

A mesma coisa acontece com o mundo, faltam homens, logo as mulheres adaptam-se cada vez mais para conseguir um bom marido, pagam um preço cada vez mais alto ou aceitam um “produto” com menos “qualidade”.

Obviamente não estou falando que homens e mulheres são meros produtos, estou apenas fazendo uma analogia com um comércio comum para entendermos um princípio.

Traduzindo: as mulheres estão aceitando qualquer um como seus pretendentes pois faltam homens. Ahhh, sim, temos homens, mas não Homens. Temos estes “produtos baratos” aos montes, os que não são carinhosos, os que não se preocupam em trabalhar, os que não querem resolver, os que protelam, os que não cuidam dos filhos, da esposa, os que não tem vida com Deus, não oram, não estudam, etc. Estes “produtos defeituosos” temos aos montes. Faltam homens como Boaz.

O que quero dizer é: não aceite um produto com defeito. Se a oferta não está boa, recuse! Você merece o melhor.

Para finalizar, eu poderia dizer que as eleições estão chegando e o princípio igualmente se aplica. Mas não sei se isso faria este post ter muito sucesso. #ficadica

Paz.

À direita da majestade

“Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas.” (Hebreus 1:3)

Neste versículo, que está entre os versículos que compõem a revelação mais profunda e concisa de quem é Jesus, encontramos a declaração da majestade de Deus, de que Ele é Rei.

Sendo Ele rei, é necessário que O reconheçamos como tal. Mas como fazê-lo se nossa cultura está tão distante de uma monarquia, ainda mais agora que o Sarney se aposentou?

A primeira coisa que devemos entender é que tudo o que Ele pede deve ser feito. Logo, quando você recebe algo dele para fazer, faça, afinal, Ele é o Rei. Na empresa onde trabalho, quando o presidente pede algo, quase não existe discussão, as pessoas abaixam suas cabeças e sabem que aquela direção deve ser seguida.

Minha pergunta é: por que isso não acontece quando Deus, nosso Rei, nos pede algo? Por que protelamos e por que deixamos de fazer algumas coisas?

Ele tem realmente sido seu rei?

Paz.

Perdão – Coisas que salvam a internet

Ainda existe esperança para a internet! Ainda existem blogs, podcasts e vlogs que são bons, que tem um conteúdo que edifica e enriquece. Quero tentar, com o tempo, ir colocando algumas dicas destas.

Gostaria que todos conhecessem o vlog Identidade do Céu, do Filipe Rodrigues. O cara é fera, os vídeos dele são de qualidade e com conteúdo! Minha recomendação é que você assine o canal dele no Youtube. Deixo com vocês o vídeo Perdão, e toma essa paulada…

Paz.

Não vás colher em outro campo

“Então, disse Boaz a Rute: Ouve, filha minha, não vás colher em outro campo, nem tampouco passes daqui; porém aqui ficarás com as minhas servas.” (Rute 2:11)

Rute era de outro povo, estava “perdida”, sem esperança e tinha passado por um período de muita dificuldade em Moabe. Ela estava conhecendo o povo de Israel e uma vida servindo a Deus.

Quando ela chega para colher no campo de Moabe, aquele que a “resgataria” de sua viuvez, de sua situação de estrangeira e a faria sua noiva, ele lhe diz a frase do versículo de hoje: “não vás colher em outro campo”.

Alguma semelhança conosco e com Jesus? Conseguiu identificar?

E Jesus nos diz a mesma coisa: “filho, não vás colher em outro campo”. Mas nós, diferentemente de Rute, vez ou outra queremos ir colher uma espiguinha no campo errado. O que quero dizer é: estamos num lugar melhor, vivendo com nosso resgatador, com diversas promessas sobre nossas vidas mas, mesmo assim, ainda queremos olhar para o mundo e pegar alguma coisinha de lá.

O mundo, o pecado e a carne não tem nada para nos oferecer. Que nós aprendamos com Rute a sermos fieis ao campo de nosso resgatador.

Paz.

Deus tem mais para você

“Disse-me ela: Deixa-me rebuscar espigas e ajuntá-las entre as gavelas após os segadores. Assim, ela veio; desde pela manhã até agora está aqui, menos um pouco que esteve na choça.” (Rute 2:7)

O pedido de Rute aos servos de Boaz foi o seguinte: “deixe-me ir atrás dos homens e mulheres que colhem a cevada e, do que ficar para trás, o que eles não colherem eu recolho e ajunto”.

Era um pedido para ficar com as sobras, com o resto que, de um jeito ou de outro, seria perdido, ficaria para resto.

Às vezes nos contentamos com os restos, já estamos numa situação tão ruim que, se tivermos os restos, estaremos bem. Mas, assim como Boaz fez com Rute, Deus faz conosco e nos diz que nós teremos muito mais do que os restos, nós teremos o melhor, pois Ele tem um plano.

Se você está lutando para ter os restos, saiba que Deus tem muito mais para você.

Paz.

Representantes de Deus

“O SENHOR retribua o teu feito, e seja cumprida a tua recompensa do SENHOR, Deus de Israel, sob cujas asas vieste buscar refúgio.” (Rute 2:12)

Nós somos diferentes do restante do mundo, bem diferentes. Não melhores, nem piores, apenas diferentes. Precisamos então que o mundo veja esta diferença, que perceba que Deus tem um jeito diferente.

Boaz, ao receber Rute, faz isso. Ele mostra para uma mulher moabita a benignidade de Deus recebendo-a com extremo cuidado e um zêlo ímpar. Talvez ela ainda não conhecesse isso e tenha sido importante para que ela experimentasse o amor e o cuidado de Deus.

Como você tem recebido aqueles que tem chegado até Deus e estão perto de você? Como você tem representado Deus para o mundo?

Paz.

Rosto em terra

“Então, ela, inclinando-se, rosto em terra, lhe disse: Como é que me favoreces e fazes caso de mim, sendo eu estrangeira?” (Rute 2:10)

Na época de Rute ser estrangeira era algo bem sério. Numa situação normal, uma moabita não seria aceita entre os filhos de Israel por não ser daquele povo, ela era uma estrangeira. Esta palavra tinha peso, carregava uma marca ruim, uma identificação clara de que a pessoa não teria direito a nada.

Rute, sabendo disso, não esperava muita benignidade do povo de Israel. Talvez até esperasse algo de Noemi, mas não do restante. Por isso ela se surpreende quando Boaz demonstra tanta benevolência.

E foi exatamente isso que aconteceu conosco! Éramos estrangeiros, estranhos ao povo de Deus, inimigos históricos de Israel. Mas Jesus olha para nós e nos aceita, nos compra, paga a nossa dívida, de maneira que passamos a fazer parte de Sua família.

Quando entendermos isso, ficaremos tão atônitos quanto Rute ficou. Passaremos então a amar Cristo com mais profundidade e entendimento de Sua obra perfeita.

Paz.

Cultura da honra

“Então, carregando com a cevada, veio à cidade; e viu sua sogra o que ela havia apanhado. Também Rute tirou e deu-lhe o que lhe sobejara depois de fartar-se.” (Rute 2:18)

Hoje em dia vivemos numa cultura muito diferente do que viveram as pessoas da época de Rute e Noemi. Se a história das duas acontecesse hoje em dia, muitas coisas teriam sido diferentes:

  1. Rute nunca teria seguido Noemi
  2. Algum “amigo” já teria aparecido para consolar Rute
  3. As baladas estariam esperando Rute e Orfa
  4. Boaz não seria bondoso com Rute, pelo contrário, tiraria proveito dela
  5. Os servos de Boaz, ao invés de o servirem bem e o abençoarem, estariam reclamando dele pelas costas
  6. Rute jamais daria o que sobrou para Noemi

E eu poderia continuar esta lista por muito tempo…

A questão é que Rute sabia que deveria honrar Noemi, que deveria separar uma parte de tudo o que havia ganho para ela, não por ordenança divina, mas por um coração grato.

E o seu coração, é grato com as pessoas que lhe ajudaram? É grato para Deus?

Você está disposta a honrar estas pessoas, mesmo que seja financeiramente?

Paz.

O evangelho maltrapilho

O evangelho maltrapilhoLivro: O evangelho maltrapilho

Autor: Brennan Manning

Editora: Mundo Cristão

Uns meses atrás, demorei pra escrever esta resenha, li “O evangelho maltrapilho” do autor Brennan Manning. Neste livro Manning fala sobre a graça de Deus e como ela está disponível para todas as pessoas: para os marginalizados, para os pecadores e para todos aqueles que se consideram a escória da igreja e do mundo. Se você ler mais abaixo as passagens que escolhi destacar, poderá entender melhor.

Não é um livro longo, não é um livro cansativo e é bem simples de entender. É a leitura indicada para aqueles que estão começando ou que não estão com disposição para ler algo que exija mais cuidado. O livro tem ótimas avaliações, com 4.5 estrelas tanto no skoob, quanto no site da Amazon.

Sobre Brennan Manning

Brennan Manning - O Evangelho Maltrapilho

Manning é um ex-padre franciscano com problemas de alcoolismo e uma vontade absurda de levar o amor de Deus para as pessoas. Parece estranho, mas não é, é apenas sincero. E é desta forma que ele escreve sua obra prima.

Esteve “na guerra” (era jornalista esportivo para a Marinha), escolheu passar um tempo preso e fez de tudo um pouco na vida. Cresceu em Nova York, no brooklin, no período da grande depressão, o que lhe conferiu algumas experiências ruins. É graduado em filosofia e teologia, foi casado, divorciou-se, morou numa caverna na Espanha e falou de Jesus de diversas maneiras. Morreu em 2013, aos 78 anos, muito perto de seu aniversário.

Muitos evangélicos torcem o nariz quando descobrem que o autor é católico, mas não é necessário. É justamente para estas pessoas que seu livro foi escrito.

Trechos do livro O evangelho maltrapilho

Como de costume, selecionei alguns trechos do livro para lhe instigar à leitura. Este livro foi particularmente complicado pois foram muitas passagens que destaquei e, infelizmente, eu não poderia transcrever todas.

Nesta primeira passagem ele fala sobre quem devem ser os leitores de seu livro:

Não é para os místicos de capuz que querem mágica na sua religião. Não é para os cristãos “aleluia”, que vivem apenas no alto da montanha e nunca visitaram o vale da desolação. Não é para os destemidos que nunca derramaram lágrimas.

Em diversos pontos do livro o autor bate de frente com nossas hipocrisias e nossos preconceitos.

Dito sem rodeios: a igreja evangélica de nossos dias aceita a graça na teoria, mas nega-a na prática. Dizemos acreditar que a estrutura mais fundamental da realidade é a graça, não as obras mas nossa vida refuta nossa fé.

Brennan Manning é tão sincero em admitir seus erros e suas falhas que nos deixa mal com as máscaras que vestimos. Lendo o livro a nossa maquiagem de “crente espiritual” vai caindo e você pode se olhar no espelho com mais verdade.

Na condição de pecador redimido, posso reconhecer com qual frequência sou insensível, irritável, exasperado e rancoroso com os que me são mais próximos.

Minha crítica sobre O evangelho maltrapilho

Se eu recomendo o livro? Sim. É uma leitura para qualquer um? Talvez não.

A minha nota no skoob foi de 4 estrelas, uma ótima nota, mas não perfeita. Esta foi minha avaliação porque, no final do livro, Manning dá uma escorregada feia, que eu não podia deixar passar. Não quero dar spoilers, não quero influenciar a leitura de ninguém falando qual é a escorregada, mas eu não concordei com uma ou duas passagens.

De resto, o livro é muito bom. Recomendo apenas um olhar crítico, não aceitando tudo o que ele diz como verdade absoluta para sua vida. Se a sua leitura for pleiteada por esta direção, como deve ser toda a leitura, tenho certeza de que sua experiência será muito boa.

Aristóteles diz que sou um animal racional; eu diria que sou um anjo com um incrível potencial para a cerveja.

Onde comprar O evangelho maltrapilho

Você pode comprar o livro no site da própria Mundo Cristão, que é onde eu recomendo a compra, mas encontrará também em muitas livrarias físicas e a versão para e-readers em diversos sites.

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Paz.