Continuando com nosso especial sobre Brooke Fraser, seguem dois vídeos legendados de uma entrevista concedida pela cantora ao programa Video Hits. Ela fala sobre o cd Albertine, sua fé, a maneira como se separou para Deus. Apesar de ser já de dois anos atrás, é muito interessante.
Seguem as duas partes da entrevista:
O agradecimento fica para Murillo e Victor, que trabalharam na tradução do vídeo.
A cantora, nascida em 1983, se converteu com 15 anos, e diz, para quem quiser ouvir, que Cristo mudou completamente sua vida:
Eu me tornei cristã quando tinha 15 anos, e isto mudou minha vida completamente. Não sou a mesma pessoa que era, da melhor maneira possível! É uma decisão diária, uma vida entregue a Cristo, e uma esperança e segurança inabaláveis.” – Brooke Fraser, Revista NZGirl, Abril de 2008
Em 2006, então com 23 anos, a cantora gravou seu primeiro CD com o Hillsong United, intitulado “United We Stand”, onde participou das músicas “None but Jesus” e “Revolution”. Participou também do álbum “Mighty to Save” (Hillsong), na música “None but Jesus”. Esteve ainda com o Hillsong United nos álbuns “All of the Above”, “The I Heart Revolution” e “Tear Down The Walls” e com o Hillsong nos álbuns “Saviour King”, “This is Our God” e “Faith+Hope+Love”.
Entre as músicas compostas pela cantora para o Hillsong e Hillsong United, estão Hosanna, Lead Me to The Cross, None but Jesus, Lord of Lords, You’ll Come, Desert Song e I Will Exalt You (onde a cantora já assina como Brooke Ligertwood). A mudança no nome da cantora, se deve, obviamente, pelo seu casamento com Scott Ligertwood, que também é músico do Hillsong United.
Sobre sua carreira na música cristã, a cantora diz o seguinte:
Eu suponho que diria que sou veementemente contra ser chamada uma Musicista Cristã no que se define como a indústria da música CCM (Contemporary Christian Music, ou “música cristã contemporânea”). E eu sei que muitas pessoas, particularmente pessoas que fazem músicas de adoração, se sentem da mesma maneira. Elas estão muito perturbadas com o que a CCM se tornou — o merchandising do gospel. Existem aqueles que estão abusando do nome de Jesus, fazendo dinheiro com o que é sagrado e transformando o templo num mercado. E ao mesmo tempo você tem que saber que existem aqueles que tem um coração sincero e que estão verdadeiramente fazendo o que Deus os chamou para fazer… Você não pode definir todos como farinha do mesmo saco. Então, minha posição é a de que me recuso a ser associada com uma parte desta indústria, mas, eu sou cristã? Absolutamente que sim — Sou cristã antes mesmo de ser musicista! Porém, como em todas as coisas que fazemos, devemos encarar nosso trabalho, qualquer que seja, com o desejo de ser direcionado pelo Espírito Santo… Que o labor de nossas mãos possa resultar em glorificar a Deus e avançar na grande carreira. Pode ser na música, ou numa empreiteira. Mas eu definitivamente compreendo que a música é uma ferramenta — que é um idioma celeste. Não existe música no inferno… a bíblia confirma isso… mas a música tem este potencial de sobrepor, ou transpassar o intelecto das pessoas e ir diretamente para a alma. Então, eu certamente reconheço a responsabilidade de fazer música e ser uma compositora que conhece Jesus e tem o Espírito Santo vivendo em mim.” – Brooke Fraser, AboutChristianMusic.com
Uma nota que saiu do tom: Neste tempo onde escrevi sobre Brooke Fraser, foram muitas entrevistas lidas, biografias, muita música foi ouvida, vídeos que foram vistos, análises do que era verdade e do que não era. Foi um trabalho intenso. Em meio a tudo isso, tentei fazer contato com a própria cantora, buscando uma entrevista ou apenas uma mensagem para nós brasileiros. Infelizmente a resposta que recebi de um de seus escritórios foi a de que Brooke, nos próximos 6 meses, está em processo de criação de seu próximo álbum e não dará nenhuma entrevista. Para quem conhece um pouco do trabalho da cantora, sabe que, quando ela está compondo, gosta de viajar e se isolar. Bem, valeu a tentativa. O que fica de bom de tudo isso é que, provavelmente no ano que vem, teremos mais um lançamento dela.
Continuando com nossos 3 dias com a cantora, hoje falaremos um pouco sobre sua carreira musical secular.
O primeiro álbum lançado pela cantora e compositora se chamou “What to do with daylight”, que em tradução livre quer dizer: “O que fazer com a luz do dia”. Lançado em 2003 na Nova Zelândia e em 2004 para o mundo, teve grande aceitação do público neo-zelandês, ficando como o principal álbum do ano no país.
O título do álbum remete à primeira música, chamada “Arithmetic”, e pode ser ouvido na frase “Wondering what to do with daylight, Until I can make you mine”, que, em tradução livre, quer dizer: “Imaginando o que fazer com a luz do dia, até que eu possa te fazer meu.” Todas as músicas do álbum foram escritas pela própria cantora.
Para este álbum foram lançados 5 singles: Arithmetic, Saving the world, Lifeline, Without You e Better.
Além disso o álbum foi lançado numa edição especial de CD+DVD. O primeiro disco era o de músicas e o segundo um DVD ao vivo de quatro músicas do álbum. Vinha também com a foto diferente da cantora na capa. O DVD foi gravado no dia 2 de abril de 2004 em Auckland. As músicas presentes foram: Arithmetic, Saving the world, Lifeline e Better.
Em 2005, quando ainda era solteira, de maneira inesperada, ela resolveu viajar para a África. Conforme o relato da própria cantora, durante a viagem, ela se viu em situações inesperadas e não confortáveis, mas que a inspiraram. Durante a viagem, em Ruanda, conheceu uma garota chamada “Albertine”:
As pessoas memoráveis que conheci durante a viagem me fizeram perceber a realidade da diferença que um indivíduo pode fazer. Eu creio que todos nós temos nosso papel em localizar e aliviar a necessidade e injustiça no mundo.”
Além disso, em uma ótima entrevista, a cantora diz:
É difícil reviver os detalhes, e lembrar disso novamente … Mas ter ido para Ruanda em 2005 pela primeira vez provocou um efeito indescritível em mim. Não apenas na minha alma: minha mente, minhas emoções, mas no meu espírito. Eu senti que algo mudou … Não consigo explicar a maneira como isso me mudou, só sei que não sou mais a mesma depois daquilo.” – Brooke Fraser, AboutChristianMusic.com
Com base em tudo o que aconteceu nesta viagem a cantora lançou o álbum Albertine, no dia 4 de dezembro de 2006 na Nova Zelândia. Foi um estouro de sucesso e ficou durante muito tempo entre os 20 principais álbuns no país. O cd foi gravado com uma banda diferente da utilizada no primeiro álbum. Outro diferencial em Albertine foi o fato dele ter um lançamento não apenas na Oceania, mas também nos Estados Unidos, o que aconteceu em 27 de maio de 2008.
Assim como no primeiro cd, este segundo teve uma edição especial, lançada um ano mais tarde, no dia 10 de dezembro.
A letra da música Albertine diz: “Agora eu vejo / sou responsável / a fé sem obras é morta”.
Confira uma entrevista concedida pela cantora onde ela fala sobre o cd Albertine:
Acompanhando os nossos 3 dias com Brooke Fraser, vamos aproveitar para mostrar alguns vídeos da cantora e compositora. Abaixo seguem os vídeos das músicas “Arithmetic” do álbum “What to Do with Daylight” e “Deciphering Me” do álbum Albertine.
Note que no primeiro vídeo, o canal de televisão que o exibiu escreveu o nome da música de maneira incorreta. Meu Deus, que falta de atenção. Ainda neste vídeo, é impossível não lembrar de Norah Jones logo no começo.
Os dois clipes são de produções muito simples, mas eu gosto mais do primeiro. E você?
Brooke Gabrielle Fraser, natural de Wellington na Nova Zelândia, nascida em 15 de dezembro de 1983, com apenas 25 anos, é cantora, compositora, líder de grupo de louvor, ganhadora de prêmios musicais e casada.
Brooke é filha de Bernie Fraser (natural de Fiji) e de Lynda Fraser. É a irmã mais velha dos três filhos do casal.
Como já dissemos anteriormente: a história dela é cercada de música desde seu início. Aos 7 anos de idade começou a tocar piano, e teve aulas até os 17. Aos 12 começou a escrever as próprias canções e com 15, cançada das mesmas musiquinhas no piano, começou a tocar violão. Canta como um anjo, mas nunca teve aulas de canto.
O talento dela não se limitou à música. Com 15 anos começou a escrever para a revista “Soul Purpose” e, mais tarde, em 2002, se tornou editora. Ficou pouco tempo nesta função por motivo de sua mudança para Auckland (Nova Zelândia), ainda em 2002 para evoluir em sua carreira musical.
Ainda no mesmo ano, Scotty Pearson (baterista da banda de rock Elemeno P) a apresentou ao produtor Matty J, que se tornou seu agente, mantendo contato com gravadoras que mostraram interesse pelo trabalho dela. No mesmo ano a cantora assinaria com a Sony Music Entertainment New Zealand.
Após despontar vários sucessos, dos quais falaremos mais amanhã, a cantora escreveu um excelente artigo na revista “Soul Purpose”, na qual havia trabalhando há alguns anos. Na estrevista ela fala sobre sua infância e conta que nasceu numa família normal, apesar de seu pai ter tido certa fama no passado como jogador de rugby, antes mesmo dela nascer. A fama, nem grande nem pequena, de seu pai não lhes rendeu dinheiro, uma vez que ná época o rugby ainda não era uma esporte profissional, logo, ela não tinha grandes ilusões com fama e riquezas.
“Eu entendo que uma das razões pelas quais Deus me colocou na minha família, foi para que Ele mesmo não tivesse que, mais tarde, me mostrar a verdade sobre ser famosa.”. falando sobre o fato de que algumas celebridades se acham mais importantes que outras pessoas – Brooke Fraser, Revista Soul Purpose.
Conforme o relato da própria cantora “Eu sempre soube que queria compor e tocar música, mas sentia que minha vida existia por algo mais significativo e não sabia o que era … eu eu me sentia fora do lugar, na minha própria vida … não sabia o que estava errado e nem como consertar .. acabei indo por um mal caminho e pensando que o mundo seria um lugar melhor sem mim.”
E continua: “Então Jesus se mostrou para mim … em 1999 … não foi numa igreja, num acampamento ou através das pessoas, mas sim na minha cama, com uma bíblia aberta e uma revelação tangível de que o Filho de Deus não era apenas real, mas estava vivo e era mais maravilhoso e poderoso do que as correntes que me prendiam.”
“Eu não tenho a ilusão de ser a salvadora do mundo, mas eu espero que possa fazer uma pequena parte. Prefiro ser considerada uma tola por pensar que posso fazer a diferença do que por não ter feito nada.” – Brooke Fraser, Revista Next, Dezembro de 2006
Para não passar o dia em branco, vamos com um vídeo da música “Albertine”.
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