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Perdão… de novo

31.08.2010

Oi pessoal,

Eu estava meditando nas Escrituras e me deparei com o episódio em que Jesus é testado pelos Fariseus. Eles trouxeram até o Senhor uma mulher que havia sido achada em adultério. A Lei ordenava que ela fosse apedrejada, e eles perguntaram a Jesus o que Ele dizia a respeito disso.

Jesus Se abaixa e começa a escrever na areia. Eles continuaram a questioná-lo, e Ele Se levantou e disse: “Se alguém entre vós não tem pecado, seja esse o primeiro a atirar uma pedra nela” Jo8:7.

Ele Se abaixou de novo e continuou a escrever. Não sabemos o que Ele escrevia, mas muitos pensam que poderia ser o nome de amantes de alguns ali, ou o nome dos pecados dos acusadores daquela mulher. Enfim, o que sabemos é que aqueles homens, a começar dos mais velhos até os mais jovens, foram embora e a mulher ficou sozinha, em pé, diante de Jesus.

Outra vez Ele Se levanta. Ele pergunta a ela onde estão os seus acusadores. Todos se foram sem condená-la, responde a mulher. E então, as palavras mais libertadoras que alguém poderia ouvir saem da boca do Senhor Jesus: ” Nem eu te condeno. Vá e deixe sua vida de pecado”.

Ele, o único que não tinha pecado algum, o único que poderia realmente atirar uma pedra naquela mulher, não a condenou. Pelo contrário, sabemos que Ele assumiria o lugar dela e receberia todas as “pedradas”, todas as dores dela, na cruz do calvário.

Outra vez o Senhor ministrou ao meu coração sobre o perdão. Ele é nosso exemplo. E se Ele, que poderia acusar, condenar, não o fez, quanto mais nós, cheios de pecados e faltas, devemos perdoar os que erram ao nosso redor. Precisamos ter um coração perdoador, e as mãos esvaziadas das pedras.

Quem sabe, se agirmos assim, o mundo à nossa volta será impactado pela presença de Cristo em nós. Pelos Seus olhos de compaixão através de nossos olhares misericordiosos. De Suas palavras doces em nossas palavras libertadoras. Quem sabe, assim como aquela mulher, as pessoas que atravessarem nosso caminho sairão diferentes, caminharão livres para uma nova vida depois de se encontrarem conosco.

Talvez seja até mais fácil viver isso com uma prostituta com quem conversarmos em um impacto evangelístico, nas ruas da nossa cidade numa noite dessas. Mas precisamos ter as “mãos sem pedras” quando as pessoas próximas de nós, da nossa convivência diária, errarem conosco. Podemos ter todo o direito e razão, mas Cristo, que tinha todo direito e razão, nos mostrou como devemos agir. Perdemos o direito e a razão quando nos tornamos Seus seguidores. Nos tornamos “bobos conscientes”, dando a outra face, caminhando a segunda, a terceira milha, perdoando 70 x 7, ou seja, infinitas vezes por dia. Jesus, nosso Mestre, nos ensina a perdoar.

Autora: Ana Paula Valadão em seu blog oficial.

Paz.

Escrito ao som de: trânsito, muito trânsito…

Ele vem! Sim, Ele vem!

30.08.2010

“Eis que cedo venho! Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.” (Apocalipse 22:7)

Como tem andando esta certeza em seu coração, principalmente se você for cristão? Ainda é uma certeza em seu coração? Já ouviu falar sobre isto?

A falta de responsabilidade, o relativismo e a indiferença que têm devastado o meio cristão jogaram esta certeza para baixo do tapete do hedonismo, da crença no “deus papai-noel”, do legalismo, e também do liberalismo. Poucos cristãos atualmente parecem desejar ardentemente a volta do nosso Senhor. Alguns parecem desejá-lo mas, pensando bem, estes estão tão envolvidos com negócios do mundo, não é mesmo? Acabam por deixar este desejo, pouco a pouco, se esfriar, até que não sobre a mínima chama de esperança.

E se nos consideramos verdadeiros cristãos, temos realmente desejado a volta de Cristo? Temos esperado este acontecimento, ansiando nossa remissão completa, nossa transformação total?

O que espera um servo de Cristo é muito mais que qualquer bem material, por mais valioso que seja, possa valer. O que espera um filho de Deus é muito mais profundo que qualquer espiritualidade desenvolvida em outra fonte que não o próprio Senhor. O que desejamos, como cristãos, é a presença real de Cristo ali, ao nosso lado, nos dando a capacidade de vermos o que realmente é, o que realmente existe e é verdadeiro! (1 Co. 13:12).

Como servo do Senhor, como alguém que submeteu sua vida à vontade soberana e maravilhosa de Deus, eu anseio, hoje mais que ontem, amanhã mais que hoje, a volta do meu Senhor. De que me valeriam tantos momentos efêmeros de prazeres mundanos, tantos tesouros corruptíveis, tantas conquistas que serão olvidadas, se por toda a eternidade estiver longe daquEle que dá a vida a toda criatura, que move tudo o que existe, que tudo criou? De que me valeriam aquelas coisas, se não desejar primeiro viver a eternidade ao lado de Cristo, sendo transformado por Deus? De que me vale, também, desejar esta transformação total, se não permitir que Deus, desde já, me transforme?

Extraído com orgulho do amado LHDBlog.

Paz.

Escrito ao som de: Diante do Trono – Músicas que me lembram o Encontro com Deus – Eita saudades do encontrão…

Deus e a voz da consciência

26.08.2010

Deus não só é diferente das coisas, mas também dos nossos semelhantes. É o Criador, que nos dá o ser e quem sabe como nos fez e para o que nos fez.

A revelação cristã diz-nos que saímos d’Ele e que estamos feitos para amá-lo (como filhos). Isto é, que a nossa estrutura interna está pensada e preparada para amar a Deus.

Por isso o 1º Mandamento não é uma imposição externa: é a lei mais íntima e fundamental do nosso ser. Daí a frase famosa de Sto Agostinho: “Fizeste-nos, Senhor, para Ti, e o nosso coração está inquieto enquanto não descansa em Ti”. A verdadeira história da nossa vida é a história da nossa relação com Deus.

Amamos a Deus na medida em que o conhecemos. É um processo: à medida que o descobrimos, Ele atrai para si as forças do coração e da mente. Isto descobre-se na intimidade da consciência, que é um eco da sua voz.

A moral adquire então o seu sentido mais pleno. A moral é um estilo de vida baseado na relação com Deus, é a arte de crescer no amor de Deus. Isto distingue a moral da ética, que é o resultado de uma reflexão meramente filosófica.

Mas não existem duas morais, uma de normas e preceitos e outra de amor: a segunda inclui, plenifica e supera a primeira. Deus quis dar-nos princípios e mandamentos morais porque são necessários para educar a consciência, orientam-na nas dúvidas e servem de pauta para verificar se julga retamente.

Dentro dessa moldura (o que devemos evitar e uma ordem de valores), há muitíssimo espaço para a liberdade do homem, para a criatividade, para crescer.

É nesse sentido que diz Sto Agostinho: “ama e faz o que queres” (não ao contrário). Porque se amas a Deus sobre todas as coisas, farás em cada instante o que Deus quer, que é o que te dará a verdadeira felicidade.

Extraído do site Arte de Viver.

Escrito ao som de: Culto Racional

Obediente é aquele que faz

24.08.2010

“Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus.” (Mateus 21:31)

Jesus contou a parábola de dois filhos que receberam ordem paterna de trabalhar na vinha da família: um respondeu que não, mas trabalhou; outro disse que sim, mas não trabalhou. “Qual dos dois fez a vontade do pai? O primeiro, responderam eles” (Mateus 21:31).

Vivemos constantemente um descompasso entre nosso discurso e nossa prática. Aquilo que pregamos é o politicamente correto. Principalmente, procuramos dizer aquilo que sabemos irá agradar nossos ouvintes. Como, geralmente, as pessoas não se preocupam em fiscalizar nossa conduta, para verificar se vivemos coerentemente, no final das contas cai tudo no esquecimento…

Jesus não se preocupou muito com a resposta verbal dos dois filhos. O foco do seu ensino foi o comportamento dos dois: um deles obedeceu e trabalhou; o outro, só para agradar, disse que sim – entretanto, quando se viu sozinho, não cumpriu sua promessa, não trabalhou. O contexto geral da Bíblia confirma o verso: “pelos frutos os conhecereis”. De acordo com Tiago, uma bela declaração de fé, caso não seja acompanhada pela conduta coerente, é morta! O Senhor Jesus nos quer obedientes. E obediente é aquele que faz.

Autor desconhecido. Recebido por e-mail.

Paz

Escrito ao som de: silêncio

Quem merece mais honra?

23.08.2010

Quem merece mais honra?
O pastor que prega para a igreja ou a mãe solteira que troca fraldas na enfermaria toda semana?

Quem merece mais honra?
O pastor de 26 anos de boa aparência ou o adolescente de 14 anos cheio de espinhas que continua voltando mesmo sabendo que ninguém fala com ele no grupo de jovens?

Quem merece mais honra?
O líder de louvor sarado estilo esportista ou a mãe com câncer que está vivendo uma adoração mais verdadeira do que qualquer pessoa no pulpito?

Neste final de semana, como você está buscando quem honrar, pare de olhar “para o alto” e olha em volta… Estão todos à sua volta, não apenas na sua frente.

Autor: Carlos Whittaker em seu blog. Traduzido livremente por JC na veia.

Paz

Escrito ao som de: Unlife

De religião eu quero é distância

19.08.2010

Vivemos num mundo religioso ao extremo. Todos, de alguma forma procuram se apegar a uma divindade na expectativa de obter dias melhores ou, ao menos, dias mais amenos. Dias menos ruins que os de outrora, que os anteriormente vividos. Ou seja, esperam obter, proveniente de um deus ou de deuses, uma vida melhor.

Mas o que é, afinal, religião? Etimologicamente falando, encontramos sua raiz na palavra religare, proveniente do latim, cuja tradução literal é “religar”. Isso nos dá a ideia de que religião é uma forma de o homem se religar com seu Criador.

Segundo os dicionários, religião é a “crença na existência de força ou forças sobrenaturais; manifestação de tal crença pela doutrina e ritual próprios”.

Para Karl Marx a religião é o ópio do povo, célebre afirmação contida em sua obra “Crítica da Filosofia do Direito de Hegel”, publicada em 1844. Antes de tal assertiva, afirma que “(…) a religião é de fato a autoconsciência e o sentimento de si do homem, que ou não se encontrou ainda ou voltou a se perder”. Ao menos nisso, devo concordar com o aludido filósofo ateu. Isso porque entendo que, de fato, religião é o refúgio das pessoas que ainda não se encontraram, justamente porque ainda não encontraram Cristo. Como afirmou Agostinho: “Oh, Deus! Inquieto bate o meu coração até que possa descansar em Ti”. Ou Dostoiévsky: “O coração do homem tem um vazio do tamanho de Deus”.

Um dos hinos da harpa cristã define, em suas entrelinhas e à maneira do compositor sacro, o que é a religião: “(…) meios de salvar-se inventa: clama, roga em seu favor a supostos mediadores (…)”.

Religião é uma tentativa vã de se decodificar o mundo, ou os mundos, e tudo o que neles há. Digo os mundos porque nada escapa de tais decodificações, sejam as coisas tangíveis, sejam as intangíveis: o homem, os elementos da natureza, os planetas, os céus, a alma, o bem, o mal, os anjos e, pasmem, até Deus! Sim, a religião tenta definir até mesmo Deus. Ou seja, tentam definir o indefinível. Fala-se de Deus como se Deus fosse algo de que se pode falar. Mas Deus transcende a tudo. Se consegue-se definir um deus, não é Deus. Deus ultrapassa todo e qualquer entendimento humano. Nunca nessa vida conseguiremos entender Deus em sua plenitude.

Religião é o homem tentando se aproximar de Deus por seus próprios méritos. Em vão. Nunca conseguirá.

Mas Deus providenciou uma forma de nos religarmos a Ele, ao entregar Seu Filho Jesus para o Sacrifício Perfeito. Para morrer substitutivamente uma morte que eu e você merecíamos.

Enquanto Jesus nos alivia (Mt 11.28), a religião impõe pesados fardos. Enquanto Jesus traz paz, a religião traz obrigações. Enquanto Jesus quer nossa sinceridade, a religião quer sacrifícios. Enquanto Jesus dá perdão, a religião aponta e condena. Enquanto Jesus olha para o coração, para o interior, a religião demonstra uma incrível preocupação com o exterior. Enquanto Jesus fala conosco com Sua terna voz, a religião apresenta incontáveis dogmas, regras, regulamentos. Enquanto Jesus, que é Deus, nos apresenta Seus mandamentos e não coage ninguém a obedecê-los, a religião tenta forçar a obediência a mandamentos elaborados por homens.

Por essas e outras estou cada vez mais convicto das verdades bíblicas e, por conseguinte, a cada dia tenho mais aversão a religião. Definitivamente: de religião eu quero é distância.

Mais Jesus, menos religião!

Soli Deo Gloria

Autor: Alessandro Cristian – extraído de em construção…

Escrito ao som de: silêncio

Casamento é para a vida toda

18.08.2010

“Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem.” (Mateus 19:6)

“O que acha uma mulher acha uma coisa boa e alcançou a benevolência do SENHOR.” (Provérbios 18:22)

“Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,” (Efésios 5:25)

“Assim devem os maridos amar a sua própria mulher como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne; antes, a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja;” (Efésios 5:28-29)

Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: “Tenho algo importante para te dizer”. Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.

De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: “Por quê?”

Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou “você não é homem!” Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.

Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possivel. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para prepar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.

Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. “Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio”, disse Jane em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo “O papai está carregando a mamãe no colo!” Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho “Não conte para o nosso filho sobre o divórcio” Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse “Todos os meus vestidos estão grandes para mim”. Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso… ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração….. Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse “Pai, está na hora de você carregar a mamãe”. Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: “Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo”.

Eu não consegui dirigir para o trabalho… fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia…Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela “Desculpe Jane. Eu não quero mais me divorciar”.

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa “Você está com febre?” Eu tirei sua mão da minha testa e repeti “Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.

A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: “Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe”.

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama – morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio – e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!

Se você não dividir isso com alguém, nada vai te acontecer.

Mas se escolher enviar para alguém, talvez salve um casamento.
Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir..

Um casamento centrado em cristo é um casamento que durará para a vida toda.

Autor desconhecido, recebido por e-mail.